Isabel Stilwel: "As cozinhas são um símbolo da opressão sobre as mulheres. Devíamos dar-lhes um outro fim"

Cá para mim, quem vendesse casas construída de raiz sem cozinha descobria um filão.

20 de abril de 2022 às 14:12
Foto: Getty Images
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Odeio cozinhas. Acho que as cozinhas são um símbolo da opressão sobre as mulheres, e que no mês de abril, mês de revolução, devíamos dar-lhes um outro fim. Transformá-las em estufa de plantas ou em salas de estar, tapando o fogão com floreiras de cravos e transformando o lava-loiça num aquário. Cá para mim, quem vendesse casas construída de raiz sem cozinha descobria um filão. Um nicho de mercado. Há de haver por aí mais  que, como eu, também as abominam. Não o revelam, talvez por vergonha de não ter amor ao avental, mas desconfio que existem. Ou, pelo menos espero que sim, porque não quero sofrer de uma fobia que mais ninguém tem.

As que detestam cozinhas com uma fúria igual à minha, sabem bem que não é fácil escapar aos sentimentos contraditórios que provocam. Contraditórios, mas todos maus. Quando estamos dentro dela, atadas ao fogão a cozinhar para a família inteira, olhamos para o mundo lá fora e pensamos em todas as coisas que podíamos estar a fazer com aquele tempo, e que nos deixariam infinitamente mais felizes. Temos raiva a filhos e maridos esfomeados, que insistem em comer todos os dias, três vezes ao dia, 365 dias por ano.

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