Reitor da Universidade Fernando Pessoa julgado por desvio de três milhões
Juiz obrigado a abrir as portas na sentença.
O reitor da Universidade Fernando Pessoa, Salvato Trigo, está a ser julgado desde outubro, à porta fechada, no Tribunal Judicial da Comarca do Porto, por alegado desvio de três milhões de euros da instituição de ensino que dirige. Segundo o jornal Público o arguido pediu exclusão de publicidade , "ficando proibida a assistência, apenas podendo assistir as pessoas que tiverem de intervir no julgamento".
Porém, o juiz José Guilhermino Freitas vai ter de abrir a s portas no dia da leitura da sentença, segundo explicou ao Correio da Manhã a presidente da Associação Sindical juízes (ASJP), Manuela Paupério.
De acordo com a magistrada, "as sentenças são sempre públicas". Manuela Paupério explicou ainda que os julgamentos são sempre públicos, mas pode ser sempre pedida a exclusão de publicidade, desde que os factos ou as circunstâncias possam causar dano à dignidade pessoal das pessoas ou à moral pública, e provocar dano ao normal funcionamento do julgamento. No entanto, o recurso à exclusão de publicidade "é mais comum nos casos de abuso sexual de menores", por exemplo, sublinhou a presidente da ASJP.
Dinheiro distribuído pela mulher e filhos
Salvato Trigo terá canalizado três milhões de euros, que desviou da Universidade Fernando Pessoa, onde é reitor, para uma empresa em nome do próprio, da sua mulher e dos dois filhos. Um dos negócios em causa foi a compra de uma casa contígua à reitoria, que alberga hoje a Escola de Pós-Graduações da Instituição. O imóvel foi comprado pela empresa da família, a Erasmo, com um empréstimo de 1,2 milhões da universidade.
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