Junta Metropolitana de Lisboa critica "desvalorização" da Educação Física

O presidente da Junta Metropolitana de Lisboa (JML) criticou este domingo a desvalorização da Educação Física nas escolas, classificando o projecto do Governo para a disciplina como uma má medida, sobretudo num país onde a obesidade infantil é preocupante.

23 de dezembro de 2012 às 16:27
Lisboa, Saúde, Educação, Educação Física, Ensino, PCP, Barreiro, Foto: Jorge Paula
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Carlos Humberto (PCP) salientou que este foi um dos principais temas da última reunião da JML e que os autarcas estão sobretudo preocupados com o projecto do Governo de agregar esta matéria à nova área de Expressões e Tecnologias, com a redução da carga horária no 3º ciclo e a exclusão da classificação desta disciplina para a média final no ensino secundário.

"Consideramos que é uma má medida, principalmente quando sabemos que Portugal é o segundo maior país da área da União Europeia em que a obesidade em jovens destas idades é maior e, por outro lado, quando consideramos que é a única disciplina que tem efeitos na saúde dos jovens deste escalão etário da população", disse o autarca.

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As preocupações do autarca seguem-se a um repúdio público da "discriminação negativa que a Educação Física tem sentido face às recentes políticas do Ministério da Educação e Ciência (MEC)" pelos vereadores da Educação da Área Metropolitana de Lisboa, que no final de Novembro pediram à JML para intervir junto do Ministério da Educação.

O também presidente da Câmara do Barreiro defendeu ainda que "a descentralização de competências na área da educação deve ser feita como um todo, com uma visão articulada e comum e não ser de forma avulsa”.

"Refiro-me não só às transferências [de verbas por parte do Estado] que não são feitas e às verbas que são insuficientes, mas também a aspectos de funcionamento", salientou, acrescentando que "continua a haver atrasos de planeamento e atrasos na colocação de auxiliares de acção educativa".

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Para o autarca, a nova lei de descentralização de competências que o Governo aprovou recentemente, só por si, não resolve este problema.

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