Lisboa encerra 13 espaços florestais devido ao risco de fogo
Encerramento destes espaços acontecerá a partir das 00h00 de sexta-feira e até às 23h59 de segunda-feira.
Vários espaços verdes da cidade de Lisboa, como o Parque Florestal de Monsanto, vão estar encerrados entre sexta-feira e segunda-feira, na sequência da declaração de situação de alerta devido ao risco de incêndio, informou esta quinta-feira a Câmara Municipal.
São 13 os espaços florestais que serão encerrados na capital, nomeadamente o Parque Florestal de Monsanto, Tapada da Ajuda, Tapada das Necessidades, Parque da Bela Vista, Quinta das Conchas e Lilases, Parque do Vale Fundão, Parque José Gomes Ferreira, Parque Central de Chelas, Encosta da Calçada de Carriche, Parque do Vale do Silêncio, Parque da Mata da Madre de Deus, Parque dos Moinhos de Santana e Parque Silva Porto, indicou a Câmara Municipal de Lisboa (CML), em comunicado.
O encerramento destes espaços acontecerá a partir das 00h00 de sexta-feira e até às 23h59 de segunda-feira, na sequência da declaração de situação de alerta emitida pelo Governo para todo o território continental, que determina a proibição de acesso e circulação em espaços florestais devido ao agravamento do risco de incêndio.
Neste âmbito, a CML salientou que todos os meios do município, designadamente Polícia Municipal, Regimento Sapadores de Bombeiros e corpos de bombeiros voluntários da cidade, "estão reforçados e em prontidão para atuar na prevenção, em operações de vigilância, fiscalização e patrulhamento, bem como para responder a eventuais ocorrências".
Perante o aviso vermelho do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) de temperaturas elevadas, incluindo no período noturno, três estações do Metropolitano de Lisboa, nomeadamente Rossio, Oriente e Santa Apolónia, estão abertas durante toda a madrugada para acolher a população em situação de sem-abrigo.
Esta medida, de acordo com a CML, junta-se ao reforço da vigilância e acompanhamento da população mais vulnerável, através da resposta coordenada pelo Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA), bem como do projeto Radar Lisboa, dirigido ao apoio a idosos.
Além disso, a CML preparou o Pavilhão Casal Vistoso, no Areeiro, e o Pavilhão Manuel Castelo Branco, em São Vicente, que poderão vir a funcionar como abrigos temporários para a população mais vulnerável face à onda de calor, "em caso de extrema necessidade".
A operacionalização destes dois pavilhões está a ser feita em estreita articulação com as entidades responsáveis, designadamente com a Direção-Geral da Saúde.
A este propósito, o município de Lisboa apelou à população para que adote medidas preventivas face às temperaturas elevadas.
Relativamente a refúgios climáticos na capital, a CML realçou a disponibilização de jardins, parques, espaços verdes e equipamentos culturais, "onde é possível encontrar ambientes mais frescos e confortáveis", apontando como exemplos o Parque Florestal de Monsanto - que será encerrado devido ao risco de incêndio -, assim como a Biblioteca do Palácio Galveias, o MUDE - Museu do Design e o Cinema São Jorge.
O Governo declarou esta quinta-feira situação de alerta, que vai vigorar das 00:00 de sexta-feira às 23:59 de segunda-feira, devido à previsão de altas temperaturas e ao "significativo agravamento do risco de incêndios rurais".
Numa nota divulgada na terça-feira, o IPMA alertou que se prevê um "longo período com tempo quente e seco", com a temperatura máxima a atingir valores entre 35 e 41°C na generalidade do território, sendo entre 41 e 44°C no vale do Tejo e no Alentejo.
"A temperatura mínima irá registar valores superiores a 20°C igualmente em grande parte do continente, havendo regiões onde as temperaturas poderão não baixar dos 24 a 28°C durante várias noites, entre as quais a Grande Lisboa", acrescentou.
Quanto à duração temporal deste período de tempo quente e seco, o IPMA disse que "está previsto ser de, pelo menos, uma semana".
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