Lourinhã pede ao Governo urgência e prioridade na reparação da EN8-2
Estrada Nacional (EN) 8-2, atingida pelo mau tempo no início de fevereiro, ainda está cortada ao trânsito.
A Câmara da Lourinhã aprovou por unanimidade uma moção em que exorta o Governo a dar urgência e prioridade à reparação da Estrada Nacional (EN) 8-2, atingida pelo mau tempo no início de fevereiro e ainda cortada ao trânsito.
Na moção apresentada na quarta-feira pelos vereadores do Partido Socialista, o executivo municipal "exorta o Governo a reconhecer a urgência desta intervenção, atribuindo-lhe caráter prioritário e assegurando os meios necessários à sua concretização".
O município do distrito de Lisboa insta a Infraestruturas de Portugal (IP) "a acelerar os procedimentos técnicos e administrativos, com vista à antecipação do início das obras".
A moção também recomenda a reavaliação de soluções provisórias que permitam restabelecer a circulação, nomeadamente através de vias alternativas que possam ser requalificadas com o apoio da IP.
O colapso e o consequente corte da EN8-2 no Casal Lourim "têm vindo a causar impactos profundos no quotidiano das populações", por ser um dos acessos principais para quem entra ou sai do concelho, alertam os autarcas.
"O volume de tráfego que diariamente utilizava [cerca de 12 mil veículos] esta via demonstra a sua importância estratégica para a mobilidade das populações, o acesso a serviços, o desenvolvimento da atividade económica e a circulação de veículos de emergência", é sublinhado na moção.
Numa reunião realizada a 30 de março, a IP informou a autarquia de que prevê para o segundo semestre deste ano o início das obras de reabilitação da EN8-2.
"O projeto está praticamente concluído, vai ser lançado um concurso urgente e está previsto começar a executar a obra no segundo semestre deste ano", afirmou à agência Lusa o presidente do município, Orlando Carvalho (PSD).
Segundo o autarca, "é completamente impossível acelerar a obra", atendendo à sua complexidade, que requer a realização de estudos e projetos.
"Com a aproximação do verão, esta situação torna-se ainda mais preocupante, não só para a mobilidade, mas também para a atividade turística e para a economia local", afirmou.
Para mitigar os impactos, a câmara municipal anunciou que vai avançar com intervenções nas estradas alternativas existentes, nomeadamente na Rua D. Sancho I, entre a vila da Lourinhã e a localidade das Matas, na Avenida Primeiro de Janeiro, entre Marteleira e o Perdigão, e na Estrada Nossa Senhora da Guia (Atalaia).
Vai também criar uma nova alternativa através da reconstrução e ampliação da Rua da Bica, que liga a vila da Lourinhã à localidade de Capelas.
Apesar dos esforços do atual executivo municipal a acompanhar a situação e a criar alternativas, os socialistas sublinharam que "a intervenção na EN8-2 é urgente e inadiável, sendo essencial para o restabelecimento da normalidade das atividades no concelho e para garantir a tranquilidade e segurança das populações".
"Ao longo de 30 anos, o concelho não garantiu soluções alternativas. Estamos hoje excessivamente dependentes de uma única via estruturante para todo o concelho, na qual circulavam 12.000 viaturas por dia e que correntemente não tem capacidade para responder a todo o tipo de tráfego e necessidades", disse, por seu turno, o presidente social-democrata.
O problema tornou mais evidente a necessidade de construir uma ligação da Lourinhã à autoestrada A8, considerada estruturante para o desenvolvimento e acessibilidade do concelho, assim como uma variante a nascente e outra a poente.
Nas eleições autárquicas de 12 de outubro, a Câmara da Lourinhã passou, pela primeira vez, do PS para o PSD.
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