Mação procura soluções para travar presença de javalis nas aldeias

Autarquia marcou para 11 de setembro uma reunião com as cinco associações de caçadores do concelho.

04 de setembro de 2026 às 09:58
Javalis Foto: iStockphoto
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A Câmara de Mação vai reunir-se com o ICNF e as associações de caçadores do concelho para procurar uma resposta à presença crescente de javalis nas aldeias e aos prejuízos provocados pelos animais, disse esta sexta-feira o presidente da autarquia.

Questionado sobre as localidades afetadas pela presença de javalis, José Fernando Martins (PS) disse que o problema abrange todo o concelho de Mação, no distrito de Santarém.

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"De maneira geral, têm sido todas as localidades do concelho. Os relatos que nos chegam são mais de um lado e menos do outro, mas são mais ou menos uniformes em todo o concelho", afirmou à Lusa.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Mação, os javalis têm entrado nas aldeias, destruído pequenas culturas e provocado danos em património municipal, existindo também registo de acidentes rodoviários envolvendo os animais.

A autarquia marcou para 11 de setembro uma reunião com as cinco associações de caçadores do concelho, à qual deverá juntar-se o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

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José Fernando Martins disse ter recebido a disponibilidade do instituto para colaborar e participar no encontro, considerando importante envolver a entidade com competências nesta matéria na procura de soluções.

"Já temos também o ICNF envolvido nesta questão. Vamos esperar agora pelo dia 11, esperar que até lá não haja muitos prejuízos e esperar que dessa reunião possa sair algum fumo branco para tentarmos resolver o problema", afirmou.

A câmara já tinha anunciado a intenção de discutir com as associações de caçadores formas de controlar a população de javalis e procurar uma resposta que abranja todo o território concelhio.

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Questionado sobre a evolução da situação, José Fernando Martins disse que os problemas provocados pelos animais não são novos, mas existe a perceção de que o número de javalis tem aumentado de ano para ano.

O autarca associou também a maior presença nas localidades ao progressivo abandono das terras agrícolas, que reduziu as fontes de alimento disponíveis em zonas mais afastadas das habitações.

"Antes viviam em 400 quilómetros quadrados, que é o território do concelho, e esses 400 quilómetros quadrados tinham muita agricultura, tinham muita comida", explicou.

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Com menos terrenos cultivados, acrescentou, as culturas concentram-se atualmente junto às localidades, levando os animais a aproximarem-se das casas em busca de alimento.

"Os javalis entram na aldeia, vão junto dos contentores do lixo, vão às hortas das pessoas junto das aldeias", afirmou.

O autarca disse não ter conhecimento de ataques a pessoas, mas relatou danos em muros e outras estruturas e situações que podem dificultar a circulação rodoviária, além de acidentes provocados por animais que atravessam as estradas durante a noite.

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"É isto também que temos de tentar a todo o custo impedir", afirmou, defendendo a necessidade de reduzir a densidade de javalis no território.

Enquanto não é definida uma estratégia, a Câmara apelou à população para não alimentar os animais e manter lixo e restos de comida devidamente acondicionados nos contentores.

"Quanto mais dentro das aldeias estiverem, quanto mais próximo das casas estiverem, mais perigosos se podem tornar", alertou.

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A problemática dos javalis tem sido sinalizada há vários anos na região, com agricultores de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação a relatarem prejuízos em culturas agrícolas e pequenas hortas.

O ICNF admite que a população de javalis ronde atualmente os 300 mil animais em Portugal continental.

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