Mãe de menor acusa técnicas de vingança
Associação Passo a Passo criticada por avaliação “parcial”.
A saga de Maria [nome fictício] começou há sete anos, no dia em deu entrada com o pedido de regulação parental da filha de três meses, no Tribunal de Sintra. Na sequência da ação, foi decretado que as visitas do pai passassem a ser vigiadas pela Associação Passo a Passo, em Queluz, que a mãe acusa agora de ser "parcial" e de tentar "vingar-se", ameaçando-a com a provável retirada da guarda da filha.
"A minha filha tem um síndrome genético que a faz resistir à mudança e que, entre outras situações, se manifesta nas visitas a casa do pai. Mas as técnicas e o pai insistem em tratá-la como uma criança ‘normal’ e em a atribuir as culpas à mãe", denuncia, sob anonimato, ao CM
A gota de água foi quando, há cerca de um mês e meio, a criança, apenas na presença das técnicas, se "recusou, ao longo de mais de uma hora de choro de gritos", a seguir para a casa do pai.
A mãe ‘Maria’ acabou a apresentar queixa na esquadra da PSP de São Marcos. E, dias depois, foi confrontada com o pedido de uma medida de proteção urgente, apresentado por técnicas da Passo a Passo, que pode implicar a perda da guarda da criança. Pedro Proença, advogado da mãe, tinha avançando antes com um pedido de afastamento da associação "por esta insistir em ignorar as circunstâncias específicas da criança".
A Passo a Passo, que em 2015 foi também alvo de acusações idênticas por parte de Ana Maximiano após perder a guarda das duas filhas, recusou comentar o caso.
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