Mãe pede justiça por malformações da filha
Menina nasceu com uma perna mais curta que outra e com três dedos numa mão, mas as ecografias nada detetaram. Queixa foi arquivada.
A mãe de uma menina que nasceu com uma deficiência rara - tem três dedos na mão esquerda e não tem perónio na perna direita, que é mais curta que a outra - não se conforma com o arquivamento da queixa-crime que apresentou contra duas médicas que nada detetaram nas ecografias durante a gravidez. Yasmin nasceu de cesariana em fevereiro de 2023, no Hospital de Leiria, e as malformações só foram detetadas após o parto e comunicadas à mãe por uma enfermeira.
"A gravidez foi acompanhada no hospital e diziam-me sempre que estava tudo normal, que era uma menina perfeita", conta ao CM Vanda da Mata, mãe de Yasmin, adiantando que "nunca iria abortar". Mas não esconde a revolta por não ter sabido com antecedência das malformações da filha e após o parto "não houve um médico ou um psicólogo" a falar com ela.
Vanda da Mata apresentou queixa-crime contra o hospital e contra duas médicas. Na quarta-feira, o Ministério Público de Leiria "determinou o arquivamento dos autos, por se ter recolhido prova bastante de não se ter verificado crime". A decisão causou surpresa.
"Pensei que fossem punidas, porque acho que foram incompetentes e negligentes", defende Vanda da Mata, frisando que "deviam ter mais atenção no que estavam a fazer, porque nada justifica esta falha grave". "A melhor justiça que me podiam dar era elas não exercerem mais a profissão e se calhar terem de pagar uma indemnização", destaca.
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