Magalhães custou 50 milhões ao Estado

O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Paulo Campos, revelou esta segunda-feira que a Acção Social Escolar (ASE) gastou uma verba entre 40 a 50 milhões de euros no programa e-escolinha (Magalhães), enquanto as operadoras móveis dispuseram para o projecto 20 milhões de euros.

14 de dezembro de 2009 às 15:52
Magalhães custou 50 milhões ao Estado Foto: d.r.
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Os números foram apresentados pelo governante, que manteve a mesma pasta do anterior Executivo, à margem da entrega do Prémio Zon Criatividade em Multimédia. Paulo Campos explicou que 'o envolvimento dos operadores com e-escolinha é de 20 milhões de euros' e que o contributo do Estado 'não vai além de 50 milhões'.

O secretário de Estado explicou que foram entregues 400 mil computadores ‘Magalhães', com um custo individual de 208 euros. Com este preço, a empresa fornecedora dos portáteis, a JP Sá Couto, vai embolsar uma verba que ronda os 83 milhões de euros.

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Paulo Campos voltou a defender a ideia de que o concurso de adjudicação foi transparente e que não houve entrega directa à JP Sá Couto. O governante adiantou que as operadoras de telecomunicações consultaram previamente cerca de dez marcas, antes de se decidirem pela 'melhor oferta'. O secretário de Estado reforçou ainda a ideia de que a Comissão Europeia está a investigar o projecto e-escolhinha como um todo, e não apenas a parte relativa à adjudicação.

As explicações de Paulo Campos surgem em resposta à notícia de sexta-feira, através da qual se ficou a saber que, pouco antes de deixar o cargo, o ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações Mário Lino transferiu uma verba de 180 milhões de euros da Acção Social Escolar para financiar os programas de computados. No Parlamento, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu que um dos objectivos do orçamento rectificativo, aprovada na sexta-feira, foi o de reforçar as verbas deste apoio social a alunos carenciados.

O PSD já anunciou que vai propor a criação de uma Comissão de Inquérito Parlamentar para investigar o programa de entrega de computadores. 

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