Mais de 40 idosos retirados de lar em Rio Maior devido a perigo de derrocada
Lar localiza-se numa encosta de serra. Mau tempo tem provocado vários deslocamentos de terras e derrocadas na freguesia de Alcobertas.
Quarenta e dois idosos foram esta quinta-feira retirados de um lar na freguesia de Alcobertas e realojados noutros equipamentos, devido ao risco de derrocada do imóvel, localizado num encosta afetada pelo mau tempo.
"Todos os idosos que se encontravam no lar foram retirados, de forma preventiva, devido à situação de instabilidade detetada no edifício, que apresentava algum abatimento que poderia levar a derrocada", disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias.
No lar Palace Persona estavam instalados 43 idosos, "dos quais um foi levado por familiares e os restantes 42 foram realojados noutras estruturas para idosos no concelho de Rio Maior", numa operação coordenada com a Segurança Social.
O lar, localizado em Portela da Teira, na freguesia de Alcobertas, no concelho de Rio Maior, distrito de Santarém, "localiza-se numa encosta de serra e, na sequência do mau tempo que tem causado estragos no concelho, a opção foi para agir preventivamente", explicou o presidente.
O mau tempo "tem provocado vários deslocamentos de terras e derrocadas na freguesia de Alcobertas onde várias casas ficaram em risco e algumas pessoas foram também realojadas", informou ainda Filipe Santana Dias.
Na freguesia da Marmeleira e Assentiz o mau tempo obrigou "ao fecho da maior parte das estradas ao trânsito", afirmou o autarca.
De acordo com Filipe Santana Dias, além dos 43 idosos retirados do lar, no concelho "há atualmente sete pessoas deslocadas e 15 desalojados" que foram acolhidos em casa de familiares ou "instalados pela câmara em unidades hoteleiras".
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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