Mamografia a 3D melhora diagnóstico
O cancro da mama mata todos os anos 1500 mulheres em Portugal, de acordo com o Portal de Oncologia Português.
Uma equipa de investigadores está a estudar o uso da tecnologia de imagem a três dimensões para detetar nódulos malignos na mama que não são identificados pelas mamografias tradicionais. Com este novo método, os médicos vão conseguir detetar e tratar precocemente o cancro, para além de reduzir o número de diagnósticos errados.
A mamografia tridimensional, como também é conhecida, foi já aprovada pela Food and Drug Administration (agência norte-americana que controla a qualidade de medicamentos e alimentos), em 2011. Durante os estudos, este aparelho permitiu uma redução de 15% dos diagnósticos errados, explicaram os autores do estudo, publicado na última edição do "Journal of the American Medical Association".
O cancro da mama mata 1500 portuguesas por ano e muitas mais um pouco por todo o mundo. Para combater este flagelo, os investigadores estão então a estudar uma técnica chamada tomossíntese, ainda em desenvolvimento, que possibilita captar imagens a 3D do tecido mamário comprimido em diferentes planos durante um curto espaço de tempo. Esta inovação, que combina a mamografia digital com o exame de imagem por tomossíntese, permite obter imagens muito mais detalhadas e precisas da mama. A Fujifilm foi a empresa que desenvolveu o aparelho para realizar mamografias tridimensionais.
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