Marcelo enviou um “grande abraço” a docentes
Centenas de alunos, ex-alunos, professores e populares quiseram receber o Presidente.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou ontem um "grande abraço" a todos os professores portugueses.
"Não há ensino se não houver professores, não há educação se não houver também professores. Os professores são fundamentais para Portugal. Pode haver, de vez em quando, no começo de cada ano, problemas com os professores, e eles ficarem preocupados com isso. Mas uma coisa é certa: nós, portugueses, estamos gratos em relação aos nossos professores", afirmou o Chefe de Estado durante a visita à Escola 31 de Janeiro, na Parede (Cascais).
Questionado pelos jornalistas sobre a polémica em torno do concurso de mobilidade interna dos professores, o Presidente da República, que foi professor universitário, não se quis pronunciar, explicando: "É uma questão que está a ser encarada pelo Governo, vamos esperar."
O Chefe de Estado foi recebido por centenas de pessoas, muitas delas alheias à escola, numa visita que durou hora e meia. O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, aproveitou a presença do Presidente da República e anunciou um novo espaço para a Escola 31 de Janeiro - o Quartel da Parede. "Esta escola, depois de a outra estar construída, será transformada não só num centro de cuidados continuados, como também num centro de formação de cuidadores", afirmou o autarca de Cascais.
O Presidente da República condecorou a Escola 31 de Janeiro com a Ordem da Instrução Pública, que se destina a galardoar altos serviços prestados à causa da educação e do ensino. "É uma escola [31 de Janeiro] muito boa porque, desde que foi criada, teve uma preocupação: abrir-se a todas as meninas e a todos os meninos, mais ricos e mais pobres, os que podiam e os que não podiam, para acabar com desigualdades aqui nesta terra, aqui na Parede", justificou Marcelo Rebelo de Sousa, realçando o facto de a instituição apostar em atividades como o xadrez.
"Onde se possa chegar e perguntar quem é que joga xadrez e 300 meninos e meninas levantem o braço, por isso é também uma grande escola." A Escola 31 de Janeiro, na Parede, foi fundada há 106 anos e tem 529 alunos, do 1º ao 9º anos.
SAIBA MAIS
21 660
segundo o Censos 2011, residiam na freguesia da Parede 21 660 pessoas, das quais 11 831 do sexo feminino. O concelho de Cascais contava 206 mil habitantes.
31 de Janeiro de 1891
Em 31 de Janeiro de 1891, no Porto, registou-se um levantamento militar contra as cedências do governo (e da Coroa) ao ultimato britânico de 1890 por causa do Mapa Cor de rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique.
Câmara comprou quartel
A Câmara de Cascais comprou o Quartel da Parede e o Hospital Ortopédico José de Almeida, na mesma localidade, por 6,5 milhões de euros, em julho último.
Escola ensina xadrez
Os alunos da Escola 31 de Janeiro aprendem, desde o primeiro ano, a jogar xadrez. Durante a visita do Chefe de Estado, dezenas de alunos surpreenderam Marcelo Rebelo de Sousa com a rapidez com que jogam.
Robótica na 31 de Janeiro
Os estudantes da Parede mostraram ao Presidente da República projetos no âmbito da robótica, que vai ser obrigatória, como disciplina, no próximo ano letivo.
Pais contestam alunos colocados longe de casa
"Vivo a 500 metros da Escola Mello Falcão e o meu filho foi colocado outra vez na Escola Serra da Luz, a mais de 3 quilómetros de casa", disse Vera Teixeira, uma das mães e organizadora do protesto.
A concentração contou com cerca de 40 pessoas.
Primeiro dia de matrículas leva milhares às universidades
Foi o caso de Inês Rosa, de 18 anos, que não conseguiu esconder o entusiasmo à porta da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), depois de se ter matriculado na licenciatura em Ciências da Linguagem. "Estou muito nervosa mas bastante feliz. Não sabia se ia conseguir entrar mas aqui estou eu. Dei um enorme orgulho aos meus pais", explicou a estudante, que teve uma média de 136 pontos.
Alexandre Balreira, 18 anos, inscreveu-se no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT), em Lisboa. Entrou na licenciatura de Geografia com 138 pontos de média e contou ao Correio da Manhã como foi a primeira vez que visitou a Cidade Universitária. "Vim com amigos e estou a gostar até agora. Já vi que é muito diferente do Ensino Secundário", adiantou o futuro aluno universitário.
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