Margem Sul com mais 18% de episódios de urgência de obstetrícia

Urgência Regional da Península de Setúbal com mais atendimentos por dia do que tinham as três urgências da região no ano passado.

01 de junho de 2026 às 01:30
Hospital Garcia de Orta é a sede da Urgência Regional de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal Foto: Pedro Dias Coelho
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A Urgência Regional de Obstetrícia e Ginecologia da Península de Setúbal, a funcionar desde 15 de abril, regista uma média diária de 71 episódios de UGO (Urgência Obstétrica e Ginecológica), um aumento de 18% face às 60 UGO diárias registadas no ano passado nos hospitais da região. Estes dados podem indiciar que as grávidas da região já não estão a recorrer aos hospitais de Lisboa.

Os dados do Portal de Monitorização do SNS, analisados pelo CM, mostram que entre 15 de abril e 24 de maio houve 2425 episódios de UGO no hospital Garcia de Orta, em Almada, sede da Urgência Regional, e 417 no hospital de Setúbal, que funciona como polo da Urgência Regional e que apenas atende utentes de Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Palmela, Santiago do Cacém, Sesimbra e Sines.

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No total, nos 40 dias da Urgência Regional houve 2842 atendimentos na UGO, uma média de 71/dia. Em todo o ano passado, as três UGO que existiam na Península de Setúbal - Almada, Barreiro e Setúbal - registaram um total de 21.994 episódios (mais de metade em Almada), ou seja, 60 por dia.

Ao contrário do que acontece na Margem Sul, a Urgência Regional de Ginecologia e Obstetrícia de Loures, que recebe as utentes das ULS Loures-Odivelas e Estuário do Tejo (Vila Franca de Xira), regista menos procura do que anteriormente. Entre 16 de março (dia da entrada em funcionamento) e 24 de maio, recebeu 3330 mulheres na UGO, uma média de 48/dia. Em 2025, o hospital Beatriz Ângelo registou 14.794 episódios de UGO (41/dia), enquanto o de Vila Franca de Xira registou 4339 (média de 12/dia). Ou seja, a urgência centralizada em Loures atendeu nos primeiros 70 dias, em média, menos 5 utentes por dia do que os dois hospitais durante o período de 1 de janeiro a 31 de dezembro do ano passado.

Uma tendência que também se verifica noutros hospitais da Grande Lisboa: os dados oficiais indicam que a UGO do CHU Lisboa Norte (Santa Maria) registou no ano passado uma média de 45 atendimentos diários, enquanto nos primeiros 144 dias deste ano atendeu 5233 (36/dia). O mesmo acontece no CH Lisboa Central, onde a UGO (Maternidade Alfredo da Costa) registou uma média de 46 episódios por dia em 2025, e este ano regista 39/dia.

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No Hospital São Francisco Xavier, a diferença é mínima: de 38 episódios de urgência no ano passado para 37 no período de 1 de janeiro a 24 de maio deste ano.

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