Marinha Grande cancela Festas da Cidade na sequência da destruição provocada pelo mau tempo
Festas da Cidade da Marinha Grande representam tradicionalmente o evento com maior envolvimento de público, atraindo milhares de visitantes e agentes locais.
O município da Marinha Grande, no distrito de Leiria, decidiu cancelar as Festas da Cidade na sequência da destruição causada pelo mau tempo, anunciou esta quarta-feira a autarquia.
"Devido aos significativos impactos provocados pela recente tempestade em todo o concelho, a edição de 2026 das Festas da Cidade será cancelada", informou a Câmara da Marinha Grande em comunicado.
Na nota, em que é citado o presidente da Câmara, Paulo Vicente, recorda-se que "a tempestade deixou danos relevantes em infraestruturas públicas, equipamentos municipais e espaços exteriores, que exigem uma intervenção urgente".
Neste momento, "a prioridade do município centra-se na recuperação, na elaboração de projetos técnicos e na implementação de procedimentos necessários para garantir a segurança da população e restabelecer plenamente a normalidade no concelho", justificou o autarca.
Paulo Vicente acrescentou que a decisão de cancelar as festividades que habitualmente decorrem em junho, no Parque da Cerca, "é difícil, mas necessária", porque, "neste momento, toda a atenção tem de estar focada na recuperação do território e no apoio à comunidade".
A intenção da suspensão das Festas da Cidade visa "garantir que os recursos e equipas municipais estão totalmente mobilizados para responder às consequências da tempestade".
As Festas da Cidade da Marinha Grande representam tradicionalmente o evento com maior envolvimento de público, atraindo milhares de visitantes e agentes locais.
"No entanto, face ao contexto atual, não estão reunidas as condições que permitam assegurar a organização do evento com a qualidade, segurança e rigor que este exige", sublinhou o município, que "agradece a compreensão de todos", prometendo "retomar a realização do evento em 2027".
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados, incluindo Alcácer do Sal, terminou no domingo.
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