Médicos arrasam cigarros eletrónicos

Produtos de tabaco aquecido e aromatizado considerados “tentadores” para adolescentes.

03 de abril de 2019 às 08:40
Tabaco aquecido é uma das mais recentes propostas apresentadas no mercado para o consumo de nicotina Foto: Mariline Alves
Tabaco aquecido Foto: Getty Images
Médicos, xxx Foto: Getty Images
Médicos, xxx Foto: Getty Images
Médicos Foto: Getty Images

1/5

Partilhar

Doze sociedades científicas e organizações de saúde portuguesas manifestaram-se esta terça-feira "fortemente preocupadas" com o surgimento de novas alternativas tabágicas - nomeadamente produtos de tabaco aquecido -, numa tomada de posição conjunta que contraria as "alegações da indústria sobre o risco reduzido destes dispositivos", e revelam riscos graves para a saúde.

"O primeiro estudo experimental comparando diretamente os efeitos do fumo de cigarro, vapor de e-cig e aerossol do iQOS mostrou que este último provoca o mesmo tipo de danos nas células pulmonares que o fumo de cigarro, mesmo em baixas concentrações", justificam.

Pub

Entidades como a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e a Sociedade Portuguesa de Pneumologia "não recomendam a utilização de produtos de tabaco aquecido", pois concentram aditivos que "não existem no tabaco e que são frequentemente aromatizados", sendo uma "tentação para não fumadores e menores de idade", faixa etária em que o consumo de cigarros eletrónicos "está a sofrer um crescimento exponencial".

A tabaqueira reagiu e, em comunicado, considera "incompreensível que as sociedades científicas não considerem estas opções de redução de risco como uma alternativa válida para reduzir a incidência de fumadores".

Pub

Carta aberta quer SNS "forte e soberano"

Mais de 120 pessoas assinaram uma carta aberta na qual apelam ao reconhecimento dos direitos dos enfermeiros e defendem uma discussão centrada no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Na missiva, afirmam que "o SNS deve ser forte e soberano, não funcionando em SOS, atirando para o privado os que têm capacidade de pagar, e do privado para o público quem deixa de ter essa capacidade". Ana Jorge, ex-ministra da Saúde, é uma das signatárias.

Pub

Profissionais são "ponto forte"

A qualidade dos profissionais de saúde revela-se o ponto mais forte do Serviço Nacional de Saúde, na opinião dos utentes inquiridos pelo estudo da Nova Information Management School, da Universidade Nova de Lisboa.

Merecem uma avaliação de 78,3 (escala de 0 a 100).

Pub

SAIBA MAIS 

5,1

mil milhões de euros, é o montante que o investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS), durante o ano passado, permitiu em retorno para a economia, tendo em conta o impacto dos cuidados de saúde no absentismo, de acordo com o estudo da Nova Information Management School (Nova-IMS).

Pub

Faltas ao trabalho

Segundo o trabalho da Nova-IMS, os portugueses faltaram cerca de seis dias (5,9) ao trabalho, em 2018. Os cuidados do SNS evitaram 2 dias de faltas.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar