Médicos deixam 117 vagas por preencher
Houve mais concorrentes mas ainda não foram em número suficiente. Sindicato exige melhores condições.
Foram abertas 1234 vagas para médicos recém-especialistas, mas não foram todas preenchidas – 117 não tiveram qualquer candidato. No entanto, o número de concorrentes foi muito superior ao do ano passado – passou de 810 para 1117 médicos.
Uma realidade que, segundo o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, demonstra que "quanto mais célere for a abertura de concursos, mais capacidade há de captar profissionais". Das 1234 vagas, 378 eram para Medicina Geral e Familiar, nos centros de Saúde, e 856 para áreas de especialidade hospitalar e para saúde pública.
Já Jorge Roque da Cunha, presidente do Sindicato Independente dos Médicos, afirmou que o concurso não foi "tão competente" como os profissionais mereciam. "Foi positivo, mas se houvesse competência por parte do Ministério da Saúde e se criasse condições de estabilidades aos internos, haveria mais gente a concorrer", afirmou, após visita conjunta com o bastonário Miguel Guimarães ao Hospital Egas Moniz.
Os responsáveis foram indagar as denúncias de irregularidades no cumprimento dos programas de formação em especialidades como Reumatologia, Endocrinologia e Pneumologia. Segundo o bastonário, a Ordem acordou com o hospital a correção de casos em que profissionais em formação trabalham sem a tutela de um especialista.
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