Médicos faltam e deixam utentes sem Urgência
Estavam dois médicos escalados para o turno da manhã, mas nenhum compareceu, no Centro de Saúde da Amora.
O serviço de atendimento a doentes urgentes do Centro de Saúde de Amora, no Seixal, funcionou ontem sem médicos entre as 10h00 e as 17h00, devido à falta de comparência dos dois clínicos escalados.
Com horário alargado durante o fim de semana (entre as 10h00 e as 22h00) por causa da gripe, o centro não conseguiu dar resposta aos vários utentes que ali se deslocaram. "O meu filho, de 11 anos, está há 3 dias com 39,5ºC de febre. Fiz a inscrição às 10h00. Dirigi-me ao balcão às 11h00 e perguntei o que é que se passava. A administrativa disse-me que não havia médicos no serviço", contou José Ramalhete. "Ao meio-dia, a sala de espera estava cheia. Havia entre 25 e 30 pessoas e a única solução que nos deram é que só podíamos ser atendidos às 17h00, mas não há garantias que o médico [escalado para o período da tarde] venha trabalhar. Como é domingo, os restantes centros estão fechados. O único que está aberto é o Hospital Garcia de Orta que fica a 30 minutos de distância", em Almada.
Contactado pelo CM, o assessor de comunicação da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), remeteu esclarecimentos para o dia de hoje.
Centros abertos mais tempo devido à gripe
Dezenas de centros de saúde em todo o País estão com alargamento de horário durante a semana e ao fim de semana devido ao pico da gripe. Na área da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, o alargamento de horários está em vigor até 28 de janeiro.
Sindicato quer menos utentes por médico
O Sindicato Independente dos Médicos exige que o Ministério da Saúde retome as negociações com os médicos. Os sindicatos pretendem uma redução das listas de utentes por médicos de família e uma redução de 18 para 12 horas semanais no serviço de Urgência.
24
O Serviço Nacional de Saúde (SNS 24), através do número 808 24 24 24, permite triagem e evita uma ida desnecessária às Urgências.
Surto de gripe é moderada
A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, revelou que a atividade gripal deste ano será menos intensa do que em 2017.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt