Médicos querem estudos independentes e atacam tabaqueiras

Adolescentes e jovens representam aumento dos consumidores de tabaco não combustível.

10 de agosto de 2019 às 09:36
Os cigarros eletrónicos são uma “melhor alternativa”, alega a indústria tabaqueira; os médicos exigem provas Foto: IStockPhoto
Cigarros eletrónicos não são uma solução segura para deixar de fumar Foto: Direitos Reservados
Cigarro eletrónico, também chamado de vape é um aparelho mecânico desenvolvido para simular um cigarro e o ato de fumar Foto: Getty Images

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A falta de estudos científicos que indiquem quais os malefícios a longo prazo que o tabaco não combustível - tabaco aquecido e produtos com nicotina, como os cigarros eletrónicos – terá na saúde das pessoas está a preocupar as sociedades médico-científicas, que exigem a realização de estudos independentes.

"A indústria tabaqueira, diretamente ou através de fundações por si financiadas, tem vindo a difundir a ideia de que os novos produtos são alternativas ‘saudáveis’ ou ‘mais saudáveis’ ao tabaco combustível", refere um comunicado da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) e do Grupo Multidisciplinar de Tabagismo, que congrega 14 Sociedades Médico-Científicas.

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Segundo a SPC, "68% dos 71 artigos sobre tabaco aquecido publicados em 2018 correspondem a artigos cujos autores são funcionários das tabaqueiras ou reportam conflitos de interesse com as mesmas". Além disso, o aumento dos consumidores destes novos produtos corresponde "sobretudo a adolescentes e jovens adultos".

"É importante esclarecer que o vício continua, as pessoas que consomem produtos de tabaco não combustível continuam com o vício da nicotina", alerta Vítor Gil, presidente da SPC.

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Em resposta à Lusa, a Tabaqueira frisa que o tabaco aquecido é uma "melhor alternativa" pois não envolve combustão, e garante existirem " 20 estudos independentes e de organismos oficiais que confirmam que o tabaco aquecido constitui uma melhor alternativa".

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