Médio Tejo reforça combate a incêndios com embarcação na albufeira de Castelo do Bode

Embarcação está equipada com uma bomba de alta capacidade e um monitor frontal que permite projetar água até cerca de 50 metros.

03 de agosto de 2026 às 13:01
Proteção Civil Foto: André Kosters/Lusa
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A Proteção Civil do Médio Tejo dispõe desde sábado de uma embarcação multiúsos dedicada ao socorro, salvamento e combate a incêndios em meio aquático na albufeira de Castelo do Bode, disse esta segunda-feira o comandante sub-regional.

"Temos aqui uma dupla função. Pretende-se garantir capacidade de resposta em toda a albufeira de Castelo do Bode, desde Abrantes, Tomar e Ferreira do Zêzere, podendo ainda abranger outros municípios, quer para situações de emergência em meio aquático, quer para o combate a incêndios", disse à Lusa o comandante David Lobato.

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A embarcação multiúsos, que representou um investimento de cerca de 130 mil euros, entrou ao serviço no sábado, ficando afeta prioritariamente à albufeira de Castelo do Bode, embora possa ser mobilizada para outras missões na sub-região do Médio Tejo, distrito de Santarém.

O equipamento integra a estratégia da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo no âmbito da Proteção Civil e resulta da cooperação entre os municípios de Abrantes, Tomar e Ferreira do Zêzere, os respetivos corpos de bombeiros e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Segundo David Lobato, a embarcação foi concebida para responder a ocorrências como afogamentos, colisões entre embarcações ou incêndios em barcos, dispondo igualmente de capacidade para apoiar o combate a incêndios rurais nas margens da albufeira.

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"Este barco tem capacidade de fazer combate, de transportar bombeiros para atuar nas encostas da albufeira e ajudar a evitar situações que já aconteceram no passado, em que os incêndios passam de uma margem para a outra", salientou.

A embarcação está equipada com uma bomba de alta capacidade e um monitor frontal que permite projetar água até cerca de 50 metros, utilizando como fonte de abastecimento a própria albufeira.

"Temos um manancial que nunca acaba. Podemos projetar um jato de água até 40 ou 50 metros e transportar mangueiras para que os bombeiros possam subir as encostas pelo lado do rio, algo que até agora não era possível", explicou.

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Além do combate direto às chamas, o novo meio pode transportar até 10 bombeiros para operações em zonas de difícil acesso ou resgatar igual número de vítimas em situações de emergência.

"Se houver necessidade de retirar pessoas de uma embarcação ou de outro local na albufeira", é possível retirar "até 10 pessoas de cada vez", reforçando significativamente a capacidade de socorro, indicou.

A embarcação, adiantou ainda, ficará empenhada diariamente durante a época balnear, assegurando patrulhamento preventivo na albufeira, podendo prolongar a operação para além do verão caso persistam condições de calor ou elevado risco de incêndio.

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"Vai trabalhar sete dias por semana durante a época balnear e, se houver necessidade de prolongar esse período, nomeadamente por causa do calor ou do risco de incêndio, prolongaremos o seu empenhamento", afirmou.

O comandante destacou também que este é o primeiro meio dedicado em permanência a este tipo de missões na albufeira, uma vez que anteriormente as corporações de bombeiros apenas colocavam embarcações na água quando eram acionadas para uma ocorrência específica.

"Não tínhamos esta capacidade de combate e passámos a tê-la agora. É mais um passo na modernização dos serviços de proteção civil da nossa região", sublinhou.

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A embarcação integra um conjunto de equipamentos adquiridos pela CIM no âmbito da Estratégia Intermunicipal de Proteção Civil, apresentada em setembro de 2025, num investimento global superior a quatro milhões de euros, cofinanciado pelo Programa Centro 2030.

O projeto contempla ainda 11 veículos de apoio operacional, seis módulos de combate a incêndios rurais, equipamentos de proteção individual, módulos especializados de busca e salvamento, sistemas de comunicações por satélite Starlink, 'tablets' e outro material destinado a reforçar a capacidade operacional dos corpos de bombeiros e dos serviços municipais de proteção civil.

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