Melanoma tratada com clonagem

Médicos norte-americanos trataram com êxito, pela primeira vez, um doente com melanoma, a forma mais maligna do cancro da pele, através de células clonadas do seu sistema imunitário, revela um artigo publicado esta quinta-feira numa revista da especialidade.

19 de junho de 2008 às 11:47
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A equipa, liderada pelo especialista oncológico Dr. Cassian Yee, recolheu e colonou células imunitárias do paciente, um homem de 52 anos que enfrentava a doença já em fase avançada, tendo-lhe sido diagnosticado menos de um ano de vida.

Esta foi a primeira vez em que foram usados apenas linfócitos T do paciente clonados em laboratório para tratar um melanoma em fase avançada, que teve como resultado uma longa remitência, sublinhou o responsável do Centro de Investigação do Cancro Fred Hutchinson, principal autor do estudo publicado no 'New England Journal of Medicine'.

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O Dr. Cassian Yee e a sua equipa recolheram linfocitos T do tipo CD4 (células chave do sistema imunitário) do doente, que sofria de um melanoma avançado espalhado a um dos gânglios linfáticos da virilha e a um dos pulmões. Os linfócitos T dirigidos especificamente ao melanoma foram clonados em grande número num laboratório antes de serem injectados no corpo do paciente, sem qualquer outro tratamento complementar.

Dois meses após ter sido sujeito ao tratamento, os exames revelaram que o paciente já não tinha qualquer tumor, sendo que, dois anos mais tarde, continua sem sintomas nem sinais do cancro. No entanto, o especialista escusa declarar sucesso prematuramente. “Tivemos um êxito com este doente, mas ainda é preciso confirmar a eficácia da imunoterapia em estudos mais alargados”, sublinhou.

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