Menino atropelado no Seixal escondeu dos pais que era vítima de bullying. Psicóloga explica comportamento
Menino atropelado no Seixal terá dito ao pai que se tinha atirado para cima do carro.
A psicóloga clínica Rosa Amaral referiu esta quarta-feira que qualquer pessoa que seja alvo de bullying sofre "de uma forma insegura e profunda dentro de si própria". Questionada sobre o caso do jovem de 13 anos, que foi atropelado no Seixal e que está a ser denunciado como um caso de bullying, a especialista explica que os agressores conseguem manter a situação "a um nível de ameaça" que impede a vítima de os enfrentar.
Há também vários fatores que impedem as vítimas de responder àqueles que aproveitam qualquer momento para humilhar o outro. "A reação dele [da vítima] era ocultar [o caso] porque tinha receio que os pais fizessem uma dimensão disto que lhe desse mais visibilidade na escola", explicou a psicóloga depois do pai do menino relatar que o filho disse que se atirou para cima do carro.
Recorde-se que o menino de 13 anos estava a fugir de colegas raparigas que o importunavam quando foi atropelado numa estrada nacional. O rapaz sofreu ferimentos, foi levado ao hospital e estará a recuperar bem. Fonte da PSP confirma que os intervenientes foram "todos identificados e o processo remetido ao Ministério Público".
Num vídeo com pouco mais de um minuto, divulgado nas redes sociais da internet, pode ver-se uma rapariga (de um grupo de várias) a agredir o jovem e este a encolher-se e tentar escapar-lhes. A agressora é encorajada por outros – "vai lá, vai lá" – e persegue a vítima pela berma da Estrada Nacional 10-2, também conhecido como avenida Metalúrgicos. O menino atravessa uma vez a estrada a correr, com a agressora atrás, e quando o tenta fazer uma segunda vez é atropelado.
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