Menino morre de apendicite
Criança foi observada por duas vezes sem que a situação clínica fosse detetada pelos médicos
Paulo Silaghi, 8 anos, morreu de infeção em resultado de apendicite, dia 25. Os pais do menino acusam a Unidade de Portimão do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) e o Centro de Saúde de Portimão de negligência médica. Depois de uma reclamação, apresentada ontem no centro de saúde, a mãe prepara uma queixa crime contra o hospital a apresentar "nos próximos dias".
"O Paulo adoeceu a 18 de outubro, com dores de barriga. Levei-o à Urgência [da Unidade de Portimão do CHA] e disse à médica que achava que era apendicite. Respondeu-me que eu não era doutora e mandou o meu filho saltar da cama, para provar que eu estava enganada", conta Délia Silaghi. Paulo foi mandado para casa "sem medicação e com ordem para beber chá". Dia 21, o menino piora. Délia leva o filho ao Centro de Saúde de Portimão, onde a situação também não é detetada.
A 23, desesperada, a mãe leva Paulo ao Hospital Particular, em Alvor, onde a apendicite é diagnosticada. Enviado para a Unidade de Portimão do CHA, em estado grave, Paulo segue para Faro, com batedores da GNR a abrir caminho. É operado mas, devido à infeção, é transferido para Lisboa, onde morre. O Conselho de Administração do CHA diz que vai "abrir um processo de averiguações".
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