Menores vivem em pedopsiquiatrias por falta de vagas em instituições de acolhimento
Número tem vindo a aumentar e na região de Lisboa e Vale do Tejo já simboliza 25% da ocupação das camas destes internamentos.
Muitos menores vivem internados em serviços de pedopsiquiatria de hospitais, mesmo sem terem necessidade desse tratamento, devido à falta de vagas em instituições de acolhimento. O número destes chamados casos sociais tem vindo a aumentar e na região de Lisboa e Vale do Tejo já simboliza 25% da ocupação das camas destes internamentos.
As crianças e jovens neste contexto vivem sem liberdade, sem contacto com a sociedade e privados de frequentar a escola, situação que se prolonga por vários meses, chegando a atingir os dois anos, como revela ao Expresso a coordenadora nacional das polícias de saúde mental para a infância e adolescência, Rita Teixeira.
O pefil dos menores está relacionado frequentemente com abandono familiar e situações traumáticas vividas na infância e adolescência, como maus-tratos. Há também casos de crianças com défices cognitivos ou que se integram no espectro do autismo.
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