Mercado Municipal da Nazaré encerrado devido a danos na cobertura
Encerramento imediato do mercado foi decidido "na sequência de uma determinação das autoridades de saúde".
O Mercado Municipal da Nazaré foi encerrado devido aos estragos provocados pelo mau tempo e vai funcionar provisoriamente nas instalações do Centro Cultural da vila, informou esta quarta-feira a câmara.
O encerramento imediato do mercado foi decidido "na sequência de uma determinação das autoridades de saúde", informou a Câmara da Nazaré num comunicado em que explica terem sido "verificados danos na respetiva cobertura, a qual contém amianto".
De acordo com a autarquia do distrito de Leira, a decisão "foi tomada por razões estritamente preventivas, tendo como prioridade absoluta a salvaguarda da saúde e segurança de vendedores, trabalhadores e utentes do espaço".
O município reuniu-se esta quarta-feira com os vendedores que operam naquele espaço, tendo ficado acordado que o Mercado" funcionará provisoriamente nas instalações do Centro Cultural da Nazaré", para onde serão deslocalizados de cerca de quatro dezenas de vendedores, "garantindo-se assim a continuidade da atividade económica e o normal abastecimento da população", pode ler-se no comunicado.
No texto, o executivo informa ainda que dará início na próxima semana às obras de requalificação da cobertura, estimando-se que o mercado possa reabrir na primeira semana de abril.
Segundo a câmara, nos próximos dias será avaliada a possibilidade de manter em funcionamento os espaços comerciais que dispõem de entrada autónoma pelo exterior do edifício, "desde que fique plenamente assegurada a inexistência de qualquer acesso ao interior do mercado".
Além da intervenção na cobertura, a autarquia vai fazer melhorias no interior do edifício, nomeadamente a recuperação do pavimento, nas instalações elétricas e na requalificação das instalações sanitárias.
Com essas obras, a câmara "pretende não apenas resolver o problema estrutural identificado, mas também dignificar e valorizar um equipamento central para a dinâmica económica e social do concelho".
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.
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