Metade dos 22 mil pedidos de apoio para habitação devido ao mau tempo são de apenas três municípios

Cerca de 60% do valor das apólices já acionadas estão no distrito de Leiria.

05 de março de 2026 às 14:47
Elementos da proteção civil passam com um bote pela zona que ficou submersa pela subida da água do Rio Liz devido ao mau tempo, em Leiria Foto: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
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Cerca de metade dos 22 mil pedidos de apoio para a reconstrução de casas devido ao mau tempo são dos concelhos de Leiria, Pombal e Marinha Grande, revelou esta quinta-feira o coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes.

"É verdade que os três municípios mais afetados, agora nas candidaturas, representam mais de 50% do número de apoios para as casas, nas cerca de 22 mil candidaturas que já nos chegaram", sublinhou.

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O coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução do Centro do País, Paulo Fernandes, marcou esta quinta-feira presença na apresentação do Programa Municipal de Recuperação e Transformação "Renascer e Avançar Pombal", que decorreu ao final da manhã.

Na sua intervenção, o antigo presidente da Câmara do Fundão informou que, se a Leiria, Pombal e Marinha Grande juntar Ourém [distrito de Santarém], é nestes quatro concelhos que foram realizados "mais de 50% dos pedidos de apoio relativamente ao número de casas", num total de 22 mil candidaturas entregues até quarta-feira.

"Em termos de seguros, das mais de 140 mil apólices que já foram acionadas neste momento, cerca de 60% do valor dessas apólices estão no distrito de Leiria", acrescentou.

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De acordo com Paulo Fernandes, no que toca às linhas para a área da economia das empresas, "em cerca de 60% dos mais de 1.200 mil milhões que já foram pedidos, mais de metade desse valor também é do distrito de Leiria".

"Vejam nas casas, nas apólices, nas linhas entretanto criadas. Ou seja, em três indicadores muito fortes, com amostragens gigantescas e que já estão muito próximas do que vai ser a realidade final, andam sempre nos 50%, 60%, tudo muito aqui concentrado", apontou.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

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A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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