Milhares na marginal do Funchal para verem passar o cortejo de Carnaval
Residentes e visitantes viram desfilar os 1.700 foliões, distribuídos por 14 grupos, mais de 10 carros alegóricos e respetivas baterias.
Milhares de pessoas concentraram-se este sábado ao longo da marginal do Funchal para ver passar o cortejo alegórico, o momento alto do cartaz turístico de Carnaval da Madeira, integrado num programa que representou um investimento público de 613 mil euros.
Residentes e visitantes viram desfilar os 1.700 foliões, distribuídos por 14 grupos, mais de 10 carros alegóricos e respetivas baterias que encheram a avenida, transformada num sambódromo, de cor e alegria ao som da música e com muita animação.
Este ano, o programa oficial do Carnaval na Madeira, organizado pela secretaria do Turismo, Ambiente e Cultura do Governo Regional está subordinado ao tema os 50 anos da autonomia regional.
Com uma temperatura amena no Funchal, o cortejo abriu com o tradicional carro alegórico do artista madeirense João Egídio Rodrigues que desenvolveu o tema "50 Anos Dourados".
Seguiram-se os projetos "Cosmos" (Animad), "Arautos do Futuro" (Império da Ilha), "Rose Glow" (Ftiness Team), "Terra Maré" (Tramas e Enredos), "50 anos de glória e luz" (Batucada da Madeira), "Madeira, filha do vulcão, mãe da autonomia" (Palco D'Emoções) e "Revolução do Samba na Madeira" (Cariocas).
Depois desfilaram as "Raízes da Liberdade: A Labuta" (Nuvem d'Afetos), "Guardiões da Liberdade" (Caneca Furada), "Madeirensidade" (Malta do Furor), "Um Eco para a Libertação" (Poeira D'Enigmas) e "Mil e uma Noites no Atlântico" (Geringonça).
Coube à trupe Sorrisos de Fantasia encerrar o corso mostrando a sua "Madeira, nas Asas da Liberdade".
O cortejo começou na zona do porto do Funchal, percorreu a avenida com 1,7 quilómetros, até à parte velha da cidade.
Durante cerca de três horas foram passando os foliões, exibindo muitas cores vibrantes, plumas e fatos ornamentados com muita pedraria e brilhos, integrando os grupos baianas e os porta-bandeiras. Não faltou músicas com letras originais sobre a conquista da autonomia ao som do samba.
Este foi o caso do grupo da Caneca Furada, fundado em 1979, que com 130 elementos enalteceu "Os guerreiros da autonomia" e da Poeira D'Enigmas que falou da "Madeira, liberdade".
Alguns dos projetos ainda destacaram as produções regionais, como o bordado, o vinho, a banana, além da floresta laurissilva, o mar, a origem vulcânica do arquipélago, os carros de cesto, as asas de colmo de Santana, usando também as cores (azul e amarelo) e elementos (cruz da Ordem de Cristo) da bandeira desta região autónoma.
O Carnaval da Madeira, que costumava acontecer apenas nos hotéis e locais particulares, veio para rua e envolveu grupos e populares devido à visão do antigo secretário do Turismo madeirense, João Carlos Abreu, na década de 80.
Na assistência do cortejo estiveram várias entidades regionais, entre as quais o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, que deu uns passos de dança com uma das figurantes, e o secretário Turismo madeirense, Eduardo Jesus.
Albuquerque destacou que o Carnaval "está na moda, tem melhorado todos os anos" e tem muita assistência, admitindo ser necessário pensar numa solução para contornar o problema de se ter tornado um evento que tem "excesso de participação" e conta com grupos numerosos (com mais de 100 elementos).
O governante recordou que a taxa hoteleira se situa nesta altura nos 88,2%, "um pouco melhor do que o ano passado", que foi um "turismo excecional".
O espírito desta quadra estende-se a outros espaços do Funchal, caso da Placa Central da Avenida Arriaga onde estão montadas as barracas do Mercadinho de Natal.
Na terça-feira acontece o tradicional Cortejo Trapalhão no qual as pessoas dão azo à sua imaginação e costuma haver críticas às situações da realidade política nacional e regional.
As trupes participantes deste cortejo também costumam participar na animação de diferentes hotéis.
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