Militares deslocados nas zonas afetadas desconhecem se podem ir votar

Eleições presidenciais decorrem este domingo.

06 de fevereiro de 2026 às 12:43
Exército apoia população da Marinha Grande afetada pela tempestade Kristin Foto: DR
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Militares deslocados nas zonas afetadas pelo mau tempo desconhecem se podem ir votar no domingo para a eleição do Presidente da República e futuro Comandante Supremo das Forças Armadas, o que está a gerar descontentamento, segundo várias fontes.

"Não sabemos se votamos cá ou se vamos votar nas nossas localidades", disse à agência Lusa um militar que se encontrava em Leiria, adiantando ficar "triste e chateado como cidadão e como militar" se não puder exercer este direito.

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Para este militar, a situação "é mais grave porque a eleição é para o futuro Comandante Supremo das Forças Armadas".

"Não me interessa onde, o que me interessa é votar", acrescentou o militar, que pediu para não ser identificado.

Também em Leiria, um outro militar declarou que "ficaria triste" caso não votasse.

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"É uma obrigação e um dever. Têm de arranjar solução para isso", disse.

A Lusa questionou o Ministério da Defesa Nacional, mas ainda não obteve resposta.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.

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Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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