Moradores insurgem-se contra reabertura do Bar Académico de Braga
Porta-voz dos moradores, Paula Alexandra Azevedo, disse que o funcionamento do BA põe em causa o direito ao sossego, ao descanso e à segurança dos moradores.
Um grupo de moradores nas imediações do Bar Académico (BA), em Braga, garantiu esta sexta-feira que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para impedir a reabertura daquele estabelecimento, anunciada para fevereiro.
Em declarações à Lusa, a porta-voz dos moradores, Paula Alexandra Azevedo, disse que o funcionamento do BA põe em causa o direito ao sossego, ao descanso e à segurança dos moradores.
"O bar está transformado numa autêntica discoteca, funciona até às 06:00 e é um autêntico pandemónio. É barulho, é gritaria, é falta de higiene, é vandalismo, é condução sob efeito do álcool, são peões, é tudo o que se possa imaginar. Há noites em que pura e simplesmente não se consegue pregar olho", referiu.
Segundo Paula Alexandra Azevedo, o problema atinge o seu ponto mais crítico nas chamadas noites académicas, de quarta para quinta-feira.
"Não somos velhos do Restelo, não estamos contra o bar, estamos sim contra a sua localização em plena zona residencial. Não seria muito mais pacífico e justo instalá-lo no campus da universidade ou numa zona industrial?", acrescentou.
Assegurou que os moradores estão dispostos a levar a luta contra a reabertura do bar até às últimas consequências, incluindo o recurso aos tribunais, através de uma providência cautelar.
Propriedade da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), o BA está fechado desde abril de 2025, depois de incidentes que culminaram com a morte de um jovem à facada à porta do bar.
O presidente da AAUM, Luís Guedes, já anunciou que o bar irá reabrir em fevereiro, por alturas da Semana da Euforia, uma iniciativa que marca o início do segundo semestre.
Neste entretanto, foi escolhido um novo concessionário do bar, que procedeu a uma requalificação infraestrutural, funcional e estética do estabelecimento.
"Queremos que o bar reabra de forma suave e certeira, sem precipitações e com todas as condições de comodidade e segurança", referiu Luís Guedes.
A representante dos moradores sublinhou a "triste coincidência" de o bar se preparar para reabrir numa altura em que começa [na segunda-feira] o julgamento do homicídio que esteve na base do seu encerramento.
"Uma triste coincidência e uma falta de respeito e de consideração para com a família do jovem assassinado", concluiu.
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