Morreu Frank Carlucci, antigo embaixador dos EUA em Portugal
Político norte-americano tinha 88 anos.
Segundo o jornal The Washington Post, que cita uma amiga da família de Frank C. Carlucci III, Susan Davis, o também ex-vice-diretor da CIA (serviços secretos norte-americanos) e antigo conselheiro de segurança nacional morreu em sequência de complicações relacionadas com a doença de Parkinson. Num extenso artigo publicado hoje, o diário norte-americano, que caracteriza Carlucci como um negociador de crises duro e de pulso firme mas com um tom diplomático, percorre a carreira do político e empresário que serviu seis Presidentes norte-americanos. A par do mandato como 16.º secretário da Defesa dos Estados Unidos (1987/1989), na administração republicana do Presidente Ronald Reagan, um dos aspetos focados pelo diário norte-americano foi a passagem de Frank Carlucci por Portugal, em pleno "Verão Quente" de 1975, enquanto embaixador norte-americano em Lisboa. Após a revolução de 25 de abril de 1974, o então secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger dispensou o embaixador em funções em Lisboa e enviou Frank Carlucci para impedir que Portugal se tornasse no primeiro país da Europa Ocidental a assumir um regime comunista, segundo descreve o jornal norte-americano. "Kissinger estava pronto para isolar Portugal dentro da NATO e cortar os programas de assistência dos EUA, mas Carlucci não concordou. Argumentou que o país poderia ser salvo para a democracia por causa dos seus laços com o Ocidente e pela força da Igreja Católica a nível local", refere o mesmo artigo. Após três anos em Lisboa, Frank C. Carlucci III, que acompanhou o percurso de vários políticos portugueses, como o antigo Presidente Mário Soares com quem estabeleceu uma relação de amizade, decidiu sair de Portugal. De acordo com o jornal, o próprio afirmou que era tempo de se ir embora de Portugal porque se tinha "tornado um ator nos acontecimentos".
Num extenso artigo publicado hoje, o diário norte-americano, que caracteriza Carlucci como um negociador de crises duro e de pulso firme mas com um tom diplomático, percorre a carreira do político e empresário que serviu seis Presidentes norte-americanos.
A par do mandato como 16.º secretário da Defesa dos Estados Unidos (1987/1989), na administração republicana do Presidente Ronald Reagan, um dos aspetos focados pelo diário norte-americano foi a passagem de Frank Carlucci por Portugal, em pleno "Verão Quente" de 1975, enquanto embaixador norte-americano em Lisboa.
Após a revolução de 25 de abril de 1974, o então secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger dispensou o embaixador em funções em Lisboa e enviou Frank Carlucci para impedir que Portugal se tornasse no primeiro país da Europa Ocidental a assumir um regime comunista, segundo descreve o jornal norte-americano.
"Kissinger estava pronto para isolar Portugal dentro da NATO e cortar os programas de assistência dos EUA, mas Carlucci não concordou. Argumentou que o país poderia ser salvo para a democracia por causa dos seus laços com o Ocidente e pela força da Igreja Católica a nível local", refere o mesmo artigo.
Após três anos em Lisboa, Frank C. Carlucci III, que acompanhou o percurso de vários políticos portugueses, como o antigo Presidente Mário Soares com quem estabeleceu uma relação de amizade, decidiu sair de Portugal.
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