Morte de peixes deve-se "aparentemente a asfixia"
Centenas de animais morreram na albufeira do Caia.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) esclareceu esta terça-feira que a morte de exemplares da espécie peixe-gato na albufeira do Caia, no concelho de Elvas, "deve-se aparentemente a asfixia, favorecida pelas condições meteorológicas".
Em resposta a questões colocadas pela agência Lusa, a APA, através da Administração da Região Hidrográfica do Alentejo, refere que o número de exemplares mortos não é em "quantidade apreciável" e exclui como causa a degradação da qualidade da água da albufeira.
"A causa de morte deve-se, aparentemente, a asfixia, favorecida pelas condições meteorológicas, caracterizadas por forte insolação e temperaturas mais elevadas, não estando associada a uma degradação da qualidade da água da albufeira", lê-se no documento enviado à Lusa.
Segundo a APA, a "possível existência" de uma "elevada carga piscícola" nesta albufeira pode "provocar a deslocação" de determinada população piscícola para níveis mais profundos, onde a concentração de oxigénio dissolvido "é bastante baixa", com a consequente mortandade por asfixia.
A morte de "centenas" de exemplares da espécie peixe-gato, nos últimos dias, na albufeira do Caia, em Elvas, no distrito de Portalegre, foi divulgada na segunda-feira por um dirigente da Associação de Beneficiários.
"Apareceram peixes mortos na última semana e ainda continuam a surgir alguns. Nos últimos dois anos, por esta altura [verão], aconteceu precisamente a mesma coisa", relatou Luís Rodrigues.
A APA adianta que, em articulação com a Associação de Beneficiários do Caia e a Câmara de Campo Maior, foram efetuados trabalhos no sentido de serem removidos os exemplares mortos.
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