"Muita desorganização": portuguesa que ficou doente em hotel espanhol durante surto de Salmonela conta experiência ao CM

Maria João sofreu intoxicação alimentar nas vésperas de terminar as férias na unidade hoteleira em Murcia. Ministério de Sáude espanhol confirmou 190 casos de intoxicação alimentar.

28 de agosto de 2025 às 19:45
Hotel Cavanna, em La Manga, em Murcia Foto: Direitos Reservados
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Febre, diarreia e vómitos foram os sintomas que Maria João Silva começou a sentir ao final do dia do passado sábado (23), após ter comido raviolis no hotel Cavanna, em La Manga, em Murcia, Espanha, onde estava a passar férias com a família. A portuguesa foi uma dos quase 200 hóspedes que sofreram uma intoxicação alimentar, devido a um surto de Salmonela que atingiu a unidade hoteleira.

Ao Correio da Manhã, Maria João contou que, inicialmente, quando começou a ficar indisposta, pensou que "tinha comido alguma coisa que tinha guardado de véspera e que teria azedado". Só mais tarde, já no dia seguinte, é que se apercebeu de que outros hóspedes estariam na mesma situação, inclusive uma senhora portuguesa, que conheceu durante as férias, contou-lhe que tinha passado a noite a vomitar.

"Acabei por só ter noção do que realmente se estava a passar quando vi bastante confusão na receção e depois, entretanto, chegaram as equipas médicas", explica ao Correio da Manhã.

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Segundo o jornal espanhol La Verdad, o surto começou no sábado após ter sido servido, à hora de almoço, peixe e uma massa de espinafres.

Apesar de ter sido montado um hospital de campanha no recinto do estabelecimento, Maria João considerou que "havia muita desorganização" e que os cuidados médicos "foram prestados a metro".

"Da assistência que tive do hotel, senão fosse o meu marido a procurar ajuda médica, nenhum médico ou enfermeiro se dirigia a mim". A única explicação que o hotel deu a Maria João foi que a bactéria tinha sido verificada na piscina, mas naquele sábado a portuguesa "não a tinha frequentado". 

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Já com queixas de vários hóspedes, as refeições continuaram a servir-se com normalidade no sábado à noite e no domingo, tanto ao pequeno-almoço como ao almoço. Só mais tarde é que o hotel fechou a cozinha para desinfeção, decidindo que o serviço de comida passaria a ser feito por catering externo.

No dia do check out, domingo (24), Maria João cruzou-se com o grupo de 400 portugueses que chegaram ao hotel e que ao depararem-se com a situação ficaram bastante desapontados. Em momento algum, receberam por parte do alojamento, qualquer tipo de informação.

"É desagradável acabar ou começar as férias assim. O hotel tem sido muito insuficiente na resolução de toda a situação", acrescenta a portuguesa.

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A solução apresentada para o serviço de comida, motivou descontentamento no grupo de centenas de lusos: "as soluções são muito limitadas para quem pagou para comer bem, comer a horas e passar uma semana divertida e descansada", afirmou ao CM, Eliana Vieira, uma das portuguesas que chegou à unidade hoteleira no domingo.

Eliana acusou o estabelecimento de se recusar a reembolsar os clientes que, sem conhecimento prévio, foram lesados.

Maria João referiu ainda que algumas das pessoas que ficaram doentes já apresentaram queixa.

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De acordo com o jornal La Verdad, o último relatório do serviço de Epidemiologia do ministério de Saúde espanhol confirmou 190 casos de intoxicação alimentar. Destes, dezanove pessoas permanecem hospitalizadas no Santa Lucía.

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