Mulher de Munir expulsa de mesquita
Abdul Vakil afirma só querer resolver diferendo entre o casal.
A mulher do sheik David Munir, líder da Mesquita Islâmica Central de Lisboa, terá sido contactada telefonicamente na segunda-feira por Abdul Vakil, líder dos muçulmanos portugueses, para que apresse a sua saída do local sagrado da capital onde está a viver, disseram ao CM fontes próximas da mulher. A mulher, que acusa o marido de a ter agredido à cotovelada, recusa, no entanto, sair da mesquita.
Foi o próprio Abdul Vakil quem confirmou ao CM ter contactado a mulher. No entanto, Vakil recusa tê-lo feito para forçar a mulher do sheik David Munir a sair da mesquita. "Tal como já falei com ele, tentei fazer-lhe ver a ela que o que interessa neste momento é resolver esta situação", frisou.
Tal como o CM já noticiou, o acordo de divórcio entre a refugiada e o sheik David Munir definiu que a refugiada afegã, de 29 anos, fosse viver com a filha para um apartamento em Odivelas. No entanto, segundo fontes próximas da mulher disseram ao CM, esta quer aguardar que o líder da mesquita de Odivelas, que celebrou o casamento religioso entre ambos, regresse a Portugal. A imigrante afegã quer a intervenção do autor da união.
O sheik David Munir, por seu turno, aceitou falar ao CM. E fê-lo para dizer que pelas funções que desempenha, e pelo respeito que tem "à mulher e à família", não deve pronunciar-se em praça pública. "Entendo que a exposição mediática não protege a dignidade de ninguém", defendeu. Até haver um acordo final, o casal continua a viver dentro da mesquita de Lisboa. Não se falam, não tomam refeições juntos e evitam cruzar-se.
O sheik Munir acredita que a mulher é bipolar, e por isso deverá continuar com os cuidados que já iniciou, respeitando o tratamento a que foi sujeita.
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