Município da Sertã disponibiliza lonas e faz aplicação nas habitações
Autarquia criou atendimento centralizado para reportar ocorrências na sequência da passagem da depressão Kristin.
O município da Sertã anunciou, esta quarta-feira, que está a disponibilizar lonas e plásticos e a respetiva aplicação em habitações, e explicou que os interessados devem contactar a Câmara Municipal.
Numa nota enviada à agência Lusa, este município do distrito de Castelo Branco informou que criou um atendimento centralizado, a funcionar no edifício dos Paços do Concelho, para reportar ocorrências na sequência da passagem da depressão Kristin no território.
"O atendimento decorre no Balcão de Atendimento Único da Câmara Municipal da Sertã e é realizado por uma equipa multidisciplinar, que irá encaminhar situações de ação social, colocação de plásticos e lonas em coberturas, vias obstruídas, ruturas de água e falta de energia, e ainda prestar informações sobre apoios do Estado".
Este atendimento está disponível presencialmente na Câmara Municipal da Sertã, de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 12:30 e das 13:30 às 16:30.
A autarquia informou ainda que todos aqueles que não possam deslocar-se podem fazer o contacto através do número 274 600 300 ou via correio eletrónica geral@cm-serta.pt.
"Devem, sempre que possível, fornecer o máximo de informação, como a área que é necessário intervencionar, localização exata ou material necessário. A partir daqui, será feito o encaminhamento da situação no sentido da sua resolução".
O município adiantou que situações referentes a vias obstruídas, ruturas de água e falhas de energia podem ser reportadas naquele espaço.
"Todas estas situações devem, sempre que possível, ser acompanhadas de informação precisa, como localização do espaço (preferencialmente com coordenadas) e fotografia do local".
Na Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes, na Sertã, continua também em permanência o apoio social com técnica dedicada a receber pedidos de apoio social e a prestar apoio psicológico.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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