Municípios do Baixo Alentejo enviam material de apoio para populações de Leiria
Sacos de areia, telhas e água engarrafada são alguns dos bens enviados para ajudar os afetados pela depressão Kristin.
Vários municípios do distrito de Beja já enviaram ou vão enviar nos próximos dias materiais de construção e bens de primeira necessidade para o distrito de Leiria, para apoiar as populações afetadas pela depressão Kristin.
A Câmara de Castro Verde enviou, na terça-feira, para Porto de Mós um total de 1.920 telhas, 50 'big bags' de areia para apoio na prevenção de inundações e água engarrafada, tudo adquirido pelo município.
Na viatura da câmara municipal seguiram ainda 100 'big bags' de areia, oferecidos pelo Município de Beja, acrescentou a autarquia alentejana, em nota publicada na sua página na rede social Facebook.
Segundo a Câmara de Castro Verde, este apoio "está a ser desenvolvido de forma concertada com os restantes municípios, ao nível da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), em articulação direta com a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, garantindo assim uma resposta coordenada às necessidades identificadas".
Ainda neste concelho alentejano, um conjunto de cidadãos organizou um movimento "de solidariedade e boa vontade" que está a recolher, até quinta-feira, material de limpeza, produtos para bebés e crianças, produtos de higiene pessoal, bens alimentares e material de construção e coberturas para enviar para o distrito de Leiria.
Também a Câmara de Serpa efetuou, na segunda-feira, em colaboração com a União de Freguesias de Serpa, o transporte dos bens doados pela população, que foram entregues na Caritas Diocesana de Leiria.
Em Beja, o município anunciou ter constituído uma equipa de missão interna municipal, com a colaboração e participação de todas as juntas de freguesia do concelho, com a "responsabilidade de proceder à mobilização e acompanhamento dos meios municipais a disponibilizar" às populações afetadas pela depressão Kristin.
A par disso, a autarquia tem a decorrer campanhas de recolha de materiais de construção e de bens essenciais, que a população deve entregar, respetivamente, no parque de materiais ou na Casa da Cultura.
Em Aljustrel e Almodôvar, por sua vez, as primeiras ações de recolha de bens terminaram na terça-feira, para seguirem em breve para o centro do país, estando a decorrer iniciativas do género em Alvito e Moura.
Um total de 10 pessoas morreu desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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