Museu mostra pela primeira vez misterioso manuscrito sobre Noé

Pergaminho milenar foi encontrado nas cavernas de Qumran e pertence aos manuscritos do Mar Morto.

27 de março de 2018 às 23:10
Génesis apócrito Foto: Museu de Israel
Génesis apócrito Foto: Museu de Israel

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O Museu de Israel exibe, pela primeira vez, um dos mais misteriosos manuscritos do Mar Morto, o Génesis apócrito, com mais de dois mil anos.

Para além da sua fragilidade, o manuscrito é famoso por ser o único no mundo onde se conta uma versão do primeiro livro do Velho Testamento, o Génesis, mas contado na primeira pessoa. Nesta versão, não reconhecida na totalidade pelo Cristianismo, Noé sacrificou animais e aves na arca que construiu para sobreviver ao dilúvio, enquanto andava à deriva nas águas.

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O manuscrito, encontrado em 1947 nas cavernas de Qumran, foi mantido até agora numa câmara climatizada construída propositadamente para o conservar.

Trata-se do mais misterioso dos sete pergaminhos encontrados na altura e o que se encontrava em pior estado, razão pela qual tinha sido impossível de mostrar desde 1955, altura em que foi brevemente exibido em Jerusalém.

Das 22 colunas que o compõem, apenas as últimas cinco são minimamente legíveis, pois foram as que estiveram menos expostas à luz e humidade. De resto, todo o pergaminho em si é tão frágil que os especialistas têm estado, ao longo dos anos, numa luta contra o tempo para tentar parar a sua decomposição.

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Para que esta não acelere, o pergaminho está exposto num vidro especial, composto por duas camadas que apenas permitem a passagem de um feixe de luz durante trinta segundos. É todo o tempo que os visitantes irão ter para ver o documento, que estará em exposição durante três meses, até julho

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