“Não podia abandonar”

Mário Nogueira, Secretário-geral da Fenprof, sobre reeleição para mais um mandato e formas de luta em perspetiva.

06 de maio de 2013 às 01:00
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Correio da Manhã – É líder da Fenprof há seis anos e foi agora reeleito para mais três. Sente força para este desafio?

Mário Nogueira – Não podíamos abandonar o barco neste momento tão difícil. Sinto motivação acrescida para travar este combate. Darei tudo para derrubar este Governo.

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A Fenprof também pediu a queda dos governos Sócrates...

– Não, a Fenprof nunca exigiu a saída dos anteriores governos. Criticámos, mas até chegámos a acordos de carreiras.

– Distingue esses governos socialistas do atual?

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– Claramente. Esses governos tiveram políticas que, em alguns aspetos, fragilizaram a escola pública, mas não havia a intenção de a destruir e despedir as pessoas, como há hoje, e até se atingiu um dos números mais elevados de professores nas escolas. Hoje o objetivo é destruir.

– A Fenprof propôs aos outros sindicatos uma manifestação para 22 de junho. A greve aos exames está posta de parte?

– Não. Se houver uma unidade sindical enorme avançamos. A luta tem de ser feita agora, porque até final de junho o Governo vai pôr fora entre 10 a 14 mil professores com horários zero.

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– Não teme que a opinião pública se vire contra os docentes?

– Para quem tem emprego e a vida em risco isso não preocupa.

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