Negócio de dados biométricos investigado

Espanha suspende atividade da Worldcoin. Autoridades portuguesas têm fiscalização em curso.

07 de março de 2024 às 01:30
Foto: Sérgio Lemos
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Aperta o cerco à Worldcoin, organização que tem procedido à recolha de dados biométricos (íris) a troco de moeda digital. Em Espanha, o regulador para a proteção de dados ordenou à Worldcoin que cesse imediatamente a sua atividade de recolha de dados biométricos, através da captação de uma fotografia da íris e transformação num código encriptado, e que pare de utilizar os dados já recolhidos.

Em Portugal, a Comissão Nacional de Proteção de Dados garante ter em curso uma fiscalização à atividade da Worldcoin, tendo já recebido queixas de pais de menores que participaram nas ações de recolha de dados.

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Mais de 300 mil portugueses estão inscritos na Worldcoin, que permite a criação de um ‘passaporte digital’ para autenticação em aplicações. Os stands da Worldcoin estão em várias cidades: o processo passa por ler a íris, com recurso a uma esfera metálica, e a imagem irá gerar um código numérico que permitirá emitir um ‘passaporte digital’ único.

O objetivo da Worldcoin é combater os ‘bots’ (programas que executam tarefas automatizadas). Cada participante recebe 10 ‘tokens’ da criptomoeda da Worldcoin (atualmente cada ‘token’ vale 6 euros).

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Aperta o cerco à Worldcoin, organização que tem procedido à recolha de dados biométricos (íris) a troco de moeda digital. Em Espanha, o regulador para a proteção de dados ordenou à Worldcoin que cesse imediatamente a sua atividade de recolha de dados biométricos, através da captação de uma fotografia da íris e transformação num código encriptado, e que pare de utilizar os dados já recolhidos.

Em Portugal, a Comissão Nacional de Proteção de Dados garante ter em curso uma fiscalização à atividade da Worldcoin, tendo já recebido queixas de pais de menores que participaram nas ações de recolha de dados.

Mais de 300 mil portugueses estão inscritos na Worldcoin, que permite a criação de um ‘passaporte digital’ para autenticação em aplicações. Os stands da Worldcoin estão em várias cidades: o processo passa por ler a íris, com recurso a uma esfera metálica, e a imagem irá gerar um código numérico que permitirá emitir um ‘passaporte digital’ único.

O objetivo da Worldcoin é combater os ‘bots’ (programas que executam tarefas automatizadas). Cada participante recebe 10 ‘tokens’ da criptomoeda da Worldcoin (atualmente cada ‘token’ vale 6 euros).

PORMENORES

A Worldcoin foi criada pelos cofundadores da OpenAI (inteligência artificial) Sam Altman, Alex Blania e Max Novendstern.

4 milhões no mundo

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Mais de 4 milhões de pessoas em 120 países inscreveram-se até agora para a recolha de dados biométricos da íris, segundo a Worldcoin.

3 países na Europa

Na Europa, a Worldcoin está presente na Alemanha, Espanha e Portugal. Por cá, tem stands em centros comerciais e estações.

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