Novo dispositivo para a Covid-19 vai rastrear nível de oxigénio e temperatura

Pacientes infetados com o novo coronavírus têm vindo a revelar "níveis extraordinariamente baixos" de oxigénio no sangue.

21 de setembro de 2020 às 18:14
Coronavírus xxx Foto: EPA
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Um novo dispositivo de rastreamento de Covid-19 pelo nível de oxigénio e de temperatura, através de sensores em postos portáteis, está a ser desenvolvido na Universidade de Aveiro (UA), revelou esta segunda-feira a instituição.

O projeto, designado "TO2", mereceu parecer positivo do Infarmed -- Autoridade Nacional do Medicamento, e tem financiamento assegurado pela Agência Nacional de Inovação (ANI).

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Segundo adianta a Universidade em nota à imprensa, o projeto "TO2 -- Postos de medição sem contacto de saturação de oxigénio e temperatura" visa desenvolver e integrar sensores em postos portáteis para medição, sem contacto, de dois parâmetros fisiológicos indicadores da covid-19, em locais onde é maior a probabilidade de aglomeração de pessoas".

Transportes públicos, aeroportos, escolas, empresas, centros comerciais, conferências, eventos, espetáculos, e mesmo hospitais (triagens), estão entre os locais onde é mais difícil assegurar o cumprimento rigoroso das recomendações sanitárias ou de distanciamento social, sendo apresentados como exemplo de possível utilização.

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Os cientistas estão convencidos de que "será possível identificar precocemente potenciais infetados com Covid-19 e atuar mais cedo, diminuindo o risco de transmissão comunitária do novo coronavírus e melhorando a eficácia dos tratamentos".

Os dois parâmetros a serem medidos pelo novo dispositivo são o nível de saturação de oxigénio (spo2) diminuído e a temperatura corporal elevada.

Os pacientes infetados com o novo vírus têm vindo a revelar "níveis extraordinariamente baixos" de oxigénio no sangue (spo2), mesmo sem terem dificuldades respiratórias.

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O projeto, com a duração de 10 meses, é copromovido pelo Centro Hospitalar do Baixo Vouga e as empresas "RI-TE - Radiation Imaging Technologies" e "Exatronic".

Tem ainda como parceiros o Instituto de Instrumentación para Imagen Molecular/Universitat Politècnica de València e a empresa Insulcloud, SI, de base tecnológica, considerada pioneira do desenvolvimento de dispositivos de última geração para o controlo e monotorização de doenças crónicas.

A equipa de investigadores da Universidade de Aveiro é coordenada por João Veloso, professor do Departamento de Física e investigador do Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (I3N).

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Agrega competências multidisciplinares, sendo constituída por investigadores dos departamentos de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) - Armando Pinho, Susana Brás, João Rodrigues - Comunicação e Arte (deca) - Ana Isabel Veloso -, para além do Departamento de Física (dfis), onde participam, para além do coordenador, Ana Luísa Silva e Pedro Correia.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 961.531 mortos e mais de 31,1 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.920 pessoas dos 69.200 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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