NRP D. João II. Marinha portuguesa vai ter o primeiro porta-drones da União Europeia

Navio implicou um investimento de 132 milhões de euros. Com mais de 100 metros de comprimento, está a ser construído por uma empresa neerlandesa num estaleiro na Roménia. Será entregue em agosto.

04 de fevereiro de 2026 às 12:36
Um esboço do NRP D. João II Foto: Marinha Portuguesa
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A Marinha Portuguesa vai receber em agosto o seu primeiro porta-drones, o único navio da União Europeia com estas características.

Batizado de Navio da República Portuguesa (NRP) D. João II, em homenagem ao rei português do século XV, terá como missão realizar operações de vigilância, investigação oceanográfica, monotorização ambiental e metereológica, e missões de evacuação de emergência.

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FOTO: DIREITOS RESERVADOS
Marinha Portuguesa recebe navio multifuncional NRP D. João II

Vai funcionar também como porta-drones de veículos aéreos, terrestres e submarinos, com condições para operar sistemas não tripulados aéreos e marítimos, incluindo à superfície da água e subaquáticos,

Este navio implicou um investimento de 132 milhões de euros, valor maioritariamente assegurado por fundos europeus do Plano de Recuperação e Resiliência (94,5 milhões). Está a ser construído pela empresa neerlandesa Damen num estaleiro na Roménia.

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O NRP D. João II tem 107,5 metros de comprimento, 20 de largura, pesa sete mil toneladas, tem autonomia para 45 dias e atinge os 15 nós (28 km/h) de velocidade.

Em novembro de 2023, na cerimónia de assinatura do contrato de compra, o Almirante Henrique Gouveia e Melo falou num "navio transformador, com tecnologia avançada, disruptiva e robotizada".

Para a Marinha, esta plataforma é um passo para inovação, mas é também “uma janela aberta para o futuro”, acrescentou na altura Gouveia e Melo.?

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António Costa, à data primeiro-ministro de Portugal, referiu-se ao navio D. João II como "um projeto inovador” e enalteceu que se tratava de "uma oportunidade de alavancar o conhecimento e a investigação na área do mar e produzir recursos que possam ser devidamente valorizados através da economia azul”.?

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