"O Estado não está a assumir as responsabilidades": Misericórdias fecharam 300 camas de cuidados continuados

Verba assegurada pelo Estado é insuficiente para garantir acompanhamento de doentes.

24 de março de 2026 às 01:30
Misericórdias dispõem de cerca de seis mil camas para utentes com dependência Foto: Getty Images
Partilhar

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, ao CM revelou que no último ano as instituições foram obrigadas a encerrar cerca de 300 camas de cuidados continuados. "A razão para este encerramento é exclusivamente financeira", explicou Manuel Lemos, acrescentando que o "Estado não está a assumir as suas responsabilidades". 

As misericórdias contam com cerca de seis mil camas da rede nacional de cuidados continuados, sistema que visa a prestação de cuidados de saúde e de apoio social de forma continuada e integrada a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência.

Pub

Manuel Lemos defende que o Estado tem de garantir o mínimo para a sobrevivência das misericórdias nesta área. O preço por utente em camas de longa duração  de cerca de 85 euros por dia. O presidente da união das Misericórdias explicou o que o Estado paga representa apenas 85% do custo total.

"É necessário encontrar uma solução para os restantes 15 %. No fundo, estamos a falar de uma rede que na prática é pública uma vez que é o Estado que escolhe os doentes, as unidades, que diz quanto tempo vão ficar nas unidades e qual l financiamento que estas vão ter", explicou. 

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar