Obras em seis esquadras lisboetas aguardam contratações três meses após anúncio
Em causa estão os contratos de cooperação para requalificação daquelas esquadras assinados entre o Ministério da Administração Interna, o município de Lisboa e a PSP, a 7 de abril.
As obras de requalificação de seis esquadras em Lisboa ainda não arrancaram, três meses após a assinatura dos protocolos entre Câmara Municipal e Governo, mas a autarquia diz ter condições para as concluir até final deste ano, como previsto.
Em resposta à Lusa, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) adiantou que se encontram "em curso, de acordo com o programado, os respetivos procedimentos de contratação" para as empreitadas nas esquadras da PSP de Campo de Ourique, Belém, Campolide (Bairro da Serafina), Carnide (Bairro Padre Cruz), Benfica (Bairro da Boavista) e Parque das Nações.
Em causa estão os contratos de cooperação para requalificação daquelas esquadras assinados entre o Ministério da Administração Interna, o município de Lisboa e a PSP, em 7 de abril, nos Paços do Concelho, a executar pela autarquia até final do ano, num investimento que ronda os 3 milhões de euros, reembolsáveis posteriormente pelo Estado.
O presidente da CML, Carlos Moedas (PSD), afirmou, na ocasião, que as obras deviam arrancar "nas próximas semanas", mas, segundo fonte oficial da autarquia, "as intervenções ainda não tiveram início".
A câmara garantiu contudo que está "em condições de cumprir os prazos previstos nos Contratos de Cooperação Interadministrativos celebrados".
Questionada sobre que tipo de intervenções estão previstas para cada uma delas, a CML adiantou que se trata de "obras de reabilitação necessárias para garantir a utilização adequada das instalações, melhorar o estado atual dos edifícios, implementar melhorias destinadas ao bom funcionamento dos serviços e aumentar o conforto geral das instalações".
No caso da esquadra de Belém, o presidente da junta de freguesia, João Carvalhosa (PSD), indicou à Lusa que estão em causa, por exemplo, intervenções na cobertura para resolver problemas de infiltrações, algumas obras interiores para reorganização do espaço e trabalhos na estrutura elétrica.
Já em Campolide, o presidente da junta, José Cerdeira (IL), adiantou que as obras pretendem também melhorar as condições de atendimento ao público.
A presidente da junta de Carnide, Susana Cruz (PCP), explicou à Lusa que a esquadra em causa é um espaço de pequena dimensão e que as obras servirão, no fundo, para "dar mais dignidade" aos agentes que lá trabalham, mas realçou a necessidade de intervir na 42.ª Esquadra da PSP de Carnide, encerrada desde 2019 devido a problemas de saneamento e saúde pública, e que está instalada num edifício municipal.
A autarca manifestou a expectativa de que a 42.ª esquadra possa ser incluída em futuros protocolos semelhantes.
Questionada pela Lusa, a CML confirmou que "está em curso a avaliação de outras esquadras, sendo, contudo, prematuro indicar quais serão abrangidas por futuros contratos da mesma natureza".
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