Obstetras estão a pedir escusa de responsabilidade por escalas incompletas
Médicos do Hospital de Santa Maria e do Amadora -Sintra defendem que vão trabalhar abaixo das condições mínimas de segurança.
Mais de metade dos obstetras do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, decidiram entregar pedidos de escusa de responsabilidade em caso de eventuais falhas e complicações com grávidas ou bebés durante o mês de agosto, uma decisão que também foi seguida por um especialista do Amadora-Sintra. Os médicos - 15 num total de 28 no Santa Maria - alegam escalas incompletas durante vários dias e defendem que, consequentemente, estarão a trabalhar abaixo das condições mínimas de seguranças exigidas. Estas minutas preveem que a responsabilidade passe os conselhos de administração caso aconteça alguma falha durante os procedimentos médicos.
O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, Jorge Roque da Cunha, disse ao Público que, apesar de não ser necessário recorrer ao fecho rotativo das urgências obstetrícias de Lisboa, continua a não haver médicos em número suficiente para assegurar todos os turnos. Segundo o SIM, durante cinco dias de Agosto a urgência obstetrícia do Hospital de Santa Maria terá apenas três médidos, só dois especialistas. Em 14 outros dias, terá quatro. Mas o mínimo definido para uma maternidade com esta capacidade são cinco especialistas.
Em declarações ao mesmo jornal, o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, garantiu que as escalas "para a próxima semana estão sem problemas de maior e que possíveis "contigências" se farão sentir em "períodos muito limitados. As escalas vão ser avaliadas semanalmente.
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