Obstetras estão a pedir escusa de responsabilidade por escalas incompletas

Médicos do Hospital de Santa Maria e do Amadora -Sintra defendem que vão trabalhar abaixo das condições mínimas de segurança.

01 de agosto de 2019 às 09:48
Hospital de Santa Maria Foto: David Martins
Hospital de Santa Maria, em Lisboa Foto: Vítor M. Garcia
Hospital Amadora-Sintra Foto: Tiago Machado
Hospital Amadora-Sintra Foto: Sérgio Lemos

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Mais de metade dos obstetras do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, decidiram entregar pedidos de escusa de responsabilidade em caso de eventuais falhas e complicações com grávidas ou bebés durante o mês de agosto, uma decisão que também foi seguida por um especialista do Amadora-Sintra. Os médicos - 15 num total de 28 no Santa Maria - alegam escalas incompletas durante vários dias e defendem que, consequentemente, estarão a trabalhar abaixo das condições mínimas de seguranças exigidas. Estas minutas preveem que a responsabilidade passe os conselhos de administração caso aconteça alguma falha durante os procedimentos médicos.

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, Jorge Roque da Cunha, disse ao Público que, apesar de não ser necessário recorrer ao fecho rotativo das urgências obstetrícias de Lisboa, continua a não haver médicos em número suficiente para assegurar todos os turnos. Segundo o SIM, durante cinco dias de Agosto a urgência obstetrícia do Hospital de Santa Maria terá apenas três médidos, só dois especialistas. Em 14 outros dias, terá quatro. Mas o mínimo definido para uma maternidade com esta capacidade são cinco especialistas. 

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Em declarações ao mesmo jornal, o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, garantiu que as escalas "para a próxima semana estão sem problemas de maior e que possíveis "contigências" se farão sentir em "períodos muito limitados. As escalas vão ser avaliadas semanalmente. 

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