Onda de calor ‘pinta’ mapa de Portugal a amarelo e laranja

Todos os distritos do continente estão sob alerta devido à temperatura. Nadadores salvadores temem aumento de afogamentos e deixam avisos.

01 de julho de 2026 às 01:30
DGS pede que se evite exposição ao sol entre as 11h e as 17h. Foto: Pedro Catarino
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De norte a sul de Portugal Continental, a onda de calor – que se começa a acentuar a partir desta quarta-feira – vai deixar o mapa amarelo e cor de laranja devido aos avisos emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Os termómetros podem mesmo registar os 43ºC já esta quinta-feira, em Évora, tornando a cidade na mais quente de um território onde não há uma capital de distrito a marcar menos de 30ºC. Sexta-feira será o dia mais quente, com a média de temperaturas máximas a estar perto dos 38ºC e, nos dias 6 e 7, os termómetros podem chegar aos 45ºC em Reguengos de Monsaraz.

À Lusa, o IPMA avisou que esta onda de calor poderá durar entre oito a dez dias. Uma vez que os alertas “contemplam a temperatura mínima”, que será alta a partir da noite desta quarta-feira, o mapa poderá vir a ser atualizado, caso necessário. A situação mais crítica está prevista para o litoral oeste, “onde a brisa marítima será pouco intensa durante a tarde, fazendo com que estejam previstos vários dias seguidos” com máximas acima de 35°C . As mínimas poderão mesmo chegar aos 28ºC.

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Com isto, a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores alertou para o perigo de afogamento nos próximos dias. No apelo que fez, pediu ainda às autoridades que incluam este risco nas mensagens de aviso à população. Os nadadores salvadores relembraram ainda que o tempo quente leva a população a procurar rios, barragens ou praias e o risco de acidentes aumenta, sobretudo em locais não vigiados.

Esta terça-feira, o Conselho Português para a Saúde e Ambiente alertou para o agravamento do impacto das ondas de calor na saúde, e pediu que as autoridades respondam de forma coordenada, criando centros de arrefecimento para proteger os mais vulneráveis.

Como enfrentar o calor

Para mitigar os efeitos das temperaturas altas e dizer à população como se proteger, a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu um conjunto de recomendações. Entre as quais, a DGS aconselha a "beber água, mesmo quando não tem sede, evitando o consumo de bebidas alcoólicas e com cafeína: pelo menos 1,5L, o equivalente a 8 copos". Além disso, recomenda também que se esteja em "ambientes frescos ou climatizados", evitando "exposição ao sol, principalmente entre as 11h00 e as 17h00". Deve também ser dada atenção aos "grupos mais vulneráveis ao calor", garantindo que as crianças "bebem água" e que se está em contacto com "os idosos e outras pessoas isoladas".

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