Padre António Fontes: "Igreja Católica deve ser menos conservadora"

No dia em que festeja 73 anos, o padre António Fontes, de Vilar de Perdizes, em Montalegre, afirma que a Igreja Católica deve ser menos conservadora e abolir o celibato para evitar comportamentos "desviantes" no clero.

22 de fevereiro de 2013 às 11:52
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Em entrevista à agência Lusa, o organizador do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes considera que o celibato "não é recomendável, útil e praticável".

A religião, acredita, seria "mais atrativa" se os agentes do clero pudessem constituir família. Inicialmente, disse, a sociedade "hostil e crítica" iria estranhar ver padres casados e com filhos, mas adaptar-se-ia.

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"No fim da vida, os eclesiásticos sentem-se abandonados porque não têm ninguém que cuide deles. Não têm mulher, filhos e morrem na solidão, abandonados pela igreja", realçou.

Apesar de terem mais responsabilidades, explicou, os padres são humanos, têm falhas e também "partem a asa à caneca". "Os que cometem atos negativos devem ter uma punição mais exemplar", declarou.

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