Padre condenado por ofensas à IURD

Pároco católico Silvano Gonçalves condenado num litígio entre dois cultos religiosos.

31 de agosto de 2019 às 01:30
Silvano Vieira Gonçalves foi multado em 720 euros e obrigado a uma indemnização de 500 euros Foto: Direitos Reservados
Silvano Vieira Gonçalves foi multado em 720 euros e obrigado a uma indemnização de 500 euros Foto: Enbodenumer/Visualhunt

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O padre da Calheta, na Madeira, Silvano Vieira Gonçalves, foi condenado por ter ofendido a Igreja Universal do Reino de Deus. Na origem do caso estão panfletos que o padre distribuiu a alertar para "práticas demoníacas", quando a IURD se preparava para abrir o primeiro espaço de culto na Calheta, em 2013.

O padre foi condenado pelo crime de "ofensa a pessoa coletiva, organismo ou serviço", numa pena de multa de 720 euros e indemnização de 500 euros. Segundo o ‘Diário de Notícias’ da Madeira, a sentença já passou pelo Tribunal da Relação de Lisboa e transitou em julgado. O caso ganha destaque por se tratar de uma condenação de um padre católico por ofensas a outro culto religioso.

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O panfleto que o padre Silvano Gonçalves assinou, e que foi publicado no site da paróquia, tinha como título "Cuidado, vem aí uma ameaça terrível às nossas famílias". No texto, referia-se: "Eles estão a chegar à Calheta, não podemos permitir tal desgraça". O panfleto falava em "práticas demoníacas", "roubo" e "desgraça".

A IURD era qualificada como "um verdadeiro cancro", que "suga tudo o que uma pessoa lhes pode dar". A IURD garantiu que sofreu "perseguições e insultos por parte dos habitantes" devido ao panfleto. Contactado pelo CM, o padre não se quis pronunciar. A IURD foi fundada em 1977 no Brasil por Edir Macedo e cresceu para várias partes do Mundo. A entrega de dinheiro à igreja por parte dos fiéis deu sempre polémica.

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