Padre não reconhecido pela igreja ataca bispo de Aveiro
Francisco Marques diz que entregou na GNR de Oliveira do Bairro documentação sobre prelatura.
Francisco Marques, que a Diocese de Aveiro revelou que "não foi ordenado padre da Igreja Católica", alega que o Bispo de Aveiro, António Ramos, tomou esta atitude por "vingança pessoal".
"Quando fui para Roma denunciei o senhor Bispo e dois sacerdotes ao Papa Francisco. Uma denúncia sobre um sacerdote por tentativa de abuso sexual de um meu colega. O Bispo de Aveiro abafou o caso. O seminário onde fiz o pré-seminário foi chamado à PJ de Aveiro, eu fui chamado também. Eu disse tudo o que sabia e fui ameaçado que não iria entrar em nenhum seminário do mundo", contou Francisco Marques, que presta atividade religiosa na sua casa, em Oiã.
Junto da GNR de Oliveira do Bairro entregou, esta terça-feira, "documentos que alega provarem a legalidade da prelatura, onde está inserido, de que pode exercer atividade a nível internacional".
Face à grande procura de crentes disse ao CM que vai procurar um espaço maior para continuar a exercer atividade religiosa.
Em comunicado, a Diocese de Aveiro fez saber que "não devem os fiéis católicos receber dele qualquer sacramento". O CM contactou a Diocese de Aveiro, que remeteu para o comunicado qualquer esclarecimento.
"Esta mesma posição foi publicada pela Diocese de Roma em relação ao suposto Bispo que tem acompanhado o Sr. Francisco Marques nos Retiros realizados em Fátima e dos quais a Diocese de Leiria-Fátima se demarcou em 2024. Em relação a esse Bispo, diz o comunicado da Diocese de Roma: “Informa-se que o senhor Salvatore Micalef, auto proclamado patriarca e bispo da Prelatura de São Pedro e S. Paulo, não está em comunhão com a Igreja Católica", adiantou a diocese de Aveiro.
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