Pedrógão Grande com prejuízos acima de 10 milhões de euros e sem Internet há quase um mês devido ao mau tempo

Falta da Internet é uma "autêntica miséria", quase um mês depois da tempestade a situação mantém-se, lamenta o presidente da Câmara.

24 de fevereiro de 2026 às 17:46
Pedrógão Grande com prejuízos acima de 10 milhões de euros e sem Internet há quase um mês devido ao mau tempo Foto: Paulo Novais/Lusa_EPA
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Pedrógão Grande, Leiria, 24 fev 2026 (Lusa) - Os prejuízos causados pelo mau tempo no concelho de Pedrógão Grande, no interior do distrito de Leiria, já ultrapassam os 10 milhões de euros (ME), num território que continua sem Internet desde a depressão kristin.

A falta da Internet é uma "autêntica miséria", quase um mês depois da tempestade que varreu a região com ventos ciclónicos, a situação mantém-se, lamenta o presidente da Câmara.

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"Uma empresa ou um profissional independente que queria trabalhar a partir do concelho de Pedrógão Grande não pode", lamentou João Marques, salientando que apenas uma parte da vila tem Internet.

Em declarações à agência Lusa, o autarca frisou que tem insistido com os operadores e a ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações, mas que as respostas de que "estão no tereno" não satisfazem, "já que os resultados são poucos".

Num balanço ainda provisório aos estragos no património municipal, estimou o valor dos prejuízos entre 10 e 12 milhões de euros, contando com o arranjo do acesso à barragem do cabril pela Estrada Nacional 2 e o acesso à sua albufeira pela estrada do Vale, que sofreram graves danos provocados pelas chuvas das últimas semanas.

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Segundo o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, só para reparar parte daquelas vias o orçamento atinge os cinco milhões de euros, acrescido de IVA.

Relativamente ao abastecimento de eletricidade, João Marques referiu que praticamente todo o concelho está com fornecimento à base de geradores, embora em casos pontuais existam habitações que continuam sem energia.

O autarca lamentou ainda a falta de empreiteiros e mão de obra para tanto volume de trabalho no concelho, onde mais de oito centenas de casas sofreram danos na passagem da depressão kristin, há quase um mês.

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"As casas vão demorar a arranjar por falta de mão de obra", sustentou.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

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As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro. 

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