Peixe das barragens vai para isco e ração
Cerca de 150 toneladas começaram a ser pescadas para garantir qualidade da água.
Os primeiros quilos de um total de 150 toneladas de peixe começaram ontem a ser retirados das barragens alentejanas mais afetadas pela seca. A medida pretende garantir a qualidade da água. Começou ontem na barragem da Vigia, no concelho de Redondo, que se encontra com 14 por cento da sua capacidade máxima de armazenamento.
"Queremos evitar que o peixe morra e que degrade a qualidade da água nesta albufeira que já está muito baixa e é utilizada para abastecimento público", explicou David Catita, técnico da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas Alqueva, que a par da Agência Portuguesa do Ambiente, coordena estes trabalhos, num investimento de 120 mil euros.
Na barragem da Vigia serão retiradas 30 toneladas nos próximos 10 dias. A operação irá estender-se ainda durante a semana às barragens de Monte da Rocha, em Ourique, onde serão extraídas 50 toneladas de peixe, do Divor, em Évora, e do Pego do Altar, no concelho de Alcácer do Sal.
"A pesca é realizada por profissionais com recurso a redes. O peixe é pesado e tem como destino a alimentação de javalis, iscos e farinha para rações de animais", referiu o responsável.
A carpa, lúcio-perca, pimpão e peixe-gato, são algumas das espécies pescadas nestas albufeiras.
Bencatel sem água 18 horas por dia
"Apesar dos esforços não conseguem chegar a todo o lado", refere o autarca. A solução poderá estar num furo de uma pedreira.
Temperatura baixa no final da semana
SAIBA MAIS
1981
O projeto da barragem da Vigia ficou concluído há 36 anos, no ano de 1981. Foi promovido pela Associação de Beneficiários da Obra da Vigia.
Bacia hidrográfica
A área da bacia hidrográfica da barragem da Vigia é de 125 quilómetros quadrados, segundo os dados da Agência Portuguesa do Ambiente.
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