Perto de 70 vias interditas à circulação rodoviária devido ao mau tempo

Em causa estão inundações e desmoronamentos, de acordo com a GNR.

02 de fevereiro de 2026 às 12:26
Calçada da Estação de Campolide
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Perto de 70 vias, entre caminhos municipais, estradas municipais e estradas nacionais estavam esta segunda-feira, pelas 10h35, interditas à circulação rodoviária devido às condições adversas, nomeadamente inundações e desmoronamentos, de acordo com a GNR.

Num ponto de situação enviado à Lusa, a Guarda Nacional Republicana (GNR) registava em diversos comandos territoriais várias interdições, sendo os de Coimbra, Portalegre e Santarém aqueles que apresentam maior número de vias sem circulação e todas sem previsão de duração do corte.

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Em Coimbra existem seis estradas municipais e dois caminhos municipais interditos à circulação e também a Estrada Nacional (EN) 110 entre os quilómetros 4,8 e 11,8 km em Louredo, a EN 11 em Maiorca e na zona dos Campos alagados, a EN344 ao km20 em Castanheira da Serra, a EN341 em Pereira e em Granja do Ulmeiro, e a EN236 em Casal Novo.

Já pertencente ao Comando Territorial de Leiria, a GNR dá conta da interdição da EN-1-6 em Barrocas-Pombal, da EN 243 em Alcaria e da EN 8-2 em Casal de Lourim, não havendo previsão para a abertura.

No Comando Territorial de Portalegre estão interditas a EN 246-1 no Marvão e a EN245 em Fronteira, além de nove estradas e caminhos municipais, na zona de Avis, Elvas, Campo Maior e Alter do Chão.

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No Comando Territorial de Santarém destaque para as interdições na EN365 ao km 60, na Golegã, para a EN368 em Alpiarça e EN3-2 na Valada. Encontram-se ainda interditas cinco estradas municipais na zona da Chamusca, Couço e Benavente.

Para o Comando Territorial de Setúbal há registos de um corte da EN2 em Ferreira do Alentejo por uma queda de árvore, além da estrada municipal 541 em Santa Catarina, em Alcácer do Sal.

Em Évora assiste-se ao corte da estrada municipal 537 em Montemor-o-Novo. No Comando Territorial de Lisboa há interdições na EN 8-2 em Casal de Lourim, na Lourinhã, e na EN 9-1 no Linhó.

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Mais a norte, em Viseu, o Comando Territorial dá registo de interdições na EN2, entre os quilómetros 133,5 e 134 em Castro de Aire e na EN323 entre o km 33 e o km 40 na Foz do Távora-Tabuaço, além de mais quatro estradas municipais.

Também a A24, entre os km 94,7 a 101,5 em Valdigem, sendo alternativas a EN2 e a EN313.

O Comando Territorial de Vila Real dá conta de interdições em quatro estradas municipais em Santa Marta de Penaguião, Gouvães do Douro, Vila Marim-Mesão Frio e Alijó.

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No Comando Territorial de Aveiro há cortes na EN230 em Angeja e na EM 577 (Fontinha), enquanto em Braga há registo de interdições na EN205-1, em Rio Tinto e nas EM537 e 607.

No Comando Territorial de Castelo Branco há interdições na EN240, em Salvaterra do Extremo e Termas de Monfortinho e em mais quatro estradas municipais.

Já segundo a BCR - Brisa Concessão Rodoviária a circulação no ramo de entrada da A14 no Nó Santa Eulália, no sentido Coimbra/Figueira da Foz, vai ser cortada, embora não tenha especificado horas.

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De acordo a concessionaria da auto-estrada, ainda se encontra igualmente fechado o ramo de saída da A14 no Nó Santa Eulália para a N111 no mesmo sentido.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

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Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.

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