Hospital de Cascais proíbe minissaias e piercings

Novas regras impõem proibições e exigências no vestuário dos profissionais.

23 de março de 2018 às 01:30
Hospital de Cascais Foto: Pedro Catarino
Médicos, xxx Foto: Getty Images
Médicos, xxx Foto: Getty Images
Médicos Foto: Getty Images

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Piercings e minissaias estão entre as proibições determinadas pelo novo ‘Regulamento interno de utilização e conservação do fardamento e cacifo’ do hospital de Cascais, que é uma parceria público-privada entregue ao grupo Lusíadas Saúde.

Documentos

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Destaca-se nas novas regras a exigência de uma maquilhagem discreta e o uso de rabo de cavalo se o comprimento do cabelo estiver abaixo dos ombros. O desodorizante não deve ter cheiro e o perfume quer-se leve, fresco e agradável para não incomodar os utentes.

Chinelos, sandálias e botas estão proibidos. Joias e tatuagens não podem estar em locais visíveis do corpo. E para quem está nas receções há ainda mais exigências. Os homens devem usar meias lisas e discretas, de preferência azuis escuras. Já as mulheres devem usar collants em tom natural ou azul escuro, camisa abotoada ao nível do peito e só poderão usar joias simples e discretas e em quantidade reduzida.

O novo regulamento motivou um comunicado do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, que considerou o documento "intolerável num Estado democrático", sublinhando que "constitui um atentado à Constituição da República".

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Em declarações ao CM, João Proença, do SMZS, afirma que é um exemplo "escandaloso de prepotência e de militarização da vida hospitalar" e que é uma parceria público-privada pelo que deve ter regras públicas.

Ao CM, o hospital de Cascais não quis comentar as críticas. 

"Quem vai decidir se o perfume é leve?" 

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Num comunicado exige "aos poderes legalmente estabelecidos a imediata anulação deste tipo de chantagem e assédio nos locais de trabalho". E deixa várias questões: "Quem vai decidir se o perfume é leve, fresco e agradável? E se as joias são simples e discretas? Quem vai medir a altura das saias?"

Farda tem de durar pelo menos 2 anos 

PORMENORES 

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Caserna militar

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul diz que vai acionar todas as diligências legais para impedir que o hospital de Cascais se transforme em "caserna militar", com um regulamento que favorece uma política de discriminação de género e de fisionomia, implicando um procedimento disciplinar.

Trabalhador paga arranjos

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O sindicato refere ainda que os custos de "arranjos necessários para adaptação à estrutura de cada pessoa" da farda, bem como a sua limpeza, também ficam a cargo de cada trabalhador e não do hospital.

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